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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Acis autumnalis (Amaryllidaceae)

















Os dias já estão a encolher visivelmente, vieram as primeiras chuvas e o Outono aproxima-se claramente... é tempo de florescer a belíssima Amarilidácea Acis autumnalis (L.) Sweet -- Brit. Fl. Gard. [Sweet] 3: sub t. 297. 1829 = Leucojum autumnale L. Sp. Pl. 1: 289. 1753 [1 May 1753], conforme se pode ver aqui:
IPNI Plant Name Query Results
e também aqui: Mediterranean Plants Identification
Esta excelente planta bolbosa estival e outonal pode encontrar-se na Região Mediterrânica Ocidental: Argélia, Córsega, Creta, Gibraltar, Marrocos, Portugal, Sardenha, Sicília, Espanha e Tunísia, de acordo com a mesma fonte acima referida (da Universidade de Reading).

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Lameiro de Prados

Aproveitando o interessante post sobre o Lameiro do Poulão de autoria do Carlos Aguiar, apresento também, um lameiro, onde ocorre uma das espécies de narciso menos comum do nosso país.

Vista parcial do lameiro


Este lameiro, localizado numa área planáltica do Parque Natural da Serra da Estrela, a 1050 m de altitude, encerra a maior população desta espécie em Portugal. O solo com elevado nível de humidade edáfica, apresenta uma textura média, pH ácido e elevados níveis de matéria orgânica. É um prado meso-higrófilo submetido a fenação entre Julho e Agosto e pouco pastoreado nos meses posteriores.

Uma das primeiras plantas a iniciar o ciclo vegetativo neste lameiro, senão mesmo a primeira, é o Narciso-trombeta (Narcissus pseudonarcissus subsp. nobilis), acompanhado pelos também precoces Ranunculus ficaria e Narcissus bulbocodium. Esta espécie é um endemismo ibérico que no nosso país, segundo os últimos trabalhos de prospecção, se encontra distribuída por 7 populações no Noroeste de Portugal (MI, TM e BA), quase sempre em lameiros de feno húmidos e em solos de reacção ácida.

Esta espécie é um geófito, isto é, possui um bolbo a partir do qual despontam as folhas vegetativas, verde glaucas e oblogo-lineares. Ainda do bolbo, emerge o escapo (caule) oco que na porção superior suporta a espata (bráctea escariosa) que encerra a flor. As flores são solitárias e formadas por um perianto com seis segmentos amarelo-pálidos, algo contorcidos, e a coroa em forma de trombeta amarelo-dourada aloja seis estames dispostos numa única série e o estilete cilíndrico coroado por um estigma trilobado. O fruto é uma cápsula globosa trigonal.

Narcissus pseudonarcissus L. subsp. nobilis


A fenologia desta espécie é a seguinte: de Março a Maio ocorre a floração; de Maio a Junho verifica-se a senescência da parte aérea e início da gema terminal; em Junho dá-se a dispersão das sementes; de Agosto a Outubro inicia-se o desenvolvimento das raízes adventícias; de Outubro a Novembro, começam a despontar as folhas a partir do bolbo; de Novembro a Abril, despontam e tornam-se visíveis as folhas e também de Dezembro a Abril desenvolve-se a placa basal que ao dividir-se dá origem a um novo bolbo.

Uma das principais ameaças que recai sobre esta população é a colheita de bolbos em resultado da sua proximidade à rede viária.

Alguma da informação aqui deixada foi retirada da tese “Contribuição para a Conservação In Situ de Narciso-de-trombeta Narcissus pseudonarcissus L. subsp. nobilis (Haw.) A. Fernandes, em Portugal” de Duarte Moreira da Silva.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Flora do lameiro do Poulão II: Narcissus bulbocodium (Amaryllidaceae) e Luzula campestris (Juncaceae)

Entre as primeiras plantas a florir no lameiro do Poulão (ver aqui) contam-se estas duas conhecidas monocotiledóneas:

Narcissus bulbocodium (Amaryllidaceae)

Luzula campestris (Juncaceae)

As primeiras plantas a florir nos lameiros são curtas ou de hábito prostrado, e a maioria apresenta bolbos, rizomas ou um sistema radicular engrossado, rico em reservas. Para quê elevar as flores se as gramíneas ainda não encanaram (i.e. ainda não produziram entre-nós alongados), e a temperatura e a radiação luminosa são insuficientes para grandes acumulações de biomassa? Mais vale investir as reservas cuidadosamente escondidas no solo durante o Inverno num arranque vegetativo e reprodutivo precoce, sobrepor-se ligeiramente aos pseudocaules das gramíneas e conquistar quanto antes a atenção dos poucos polinizadores disponíveis. O tempo urge: a grande ameaça está em marcha.
[fotos CA]

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Leucojum autumnale (Amaryllidaceae)

Serão os polinizadores suficientes para satisfazer a procura na Primavera? Eis uma pergunta natural, lógica, parece-me. As nossas Primaveras são tão carregadas de flores, com tantos tipos de corolas, estames e pistilos, em resumo de flores, todas misturadas, encavalitadas umas nas outras, a competir pela atenção dos insectos polinizadores!
Muitos autores, de facto, admitem que o serviço polinização é particularmente escasso nas regiões com florações concentradas numa estação do ano. No mediterrânico, a combinação calor, água no solo e elevada radiação solar, só ocorre na Primavera. Por isso, as maiores taxas de crescimento das plantas verificam-se na Primavera, e a Primavera é a estação das flores.
No Verão falta a água, há que perseverar reduzindo as perdas do precioso líquido por evaporação. Produzir flores custa água: geralmente não compensa os riscos. Nos biótopos húmidos (e.g. margens de cursos de água), pelo contrário, produzir flores tardiamente, no estio, é uma boa estratégia para conseguir muitos e bons polinizadores.
Florir no Outono, hipoteticamente, seria uma boa solução para escapar à intensa competição primaveril por polinizadores. No Outono voltam as chuvas, e os dias ainda são amenos, pelo menos durante a tarde. Porém, florir no Outono envolve sérios riscos, porque o Inverno está aí, ao virar das esquina. Os polinizadores preparam a sua retirada de cena e podem escassear, a geada pode destruir as flores, e o calor (e a luz) pode ser insuficiente para a maturação de frutos e sementes. Não surpreende por isso que as plantas de floração Outonal sejam escassas nas nossas latitude. Aqui está uma das mais interessantes, o Leucojum autumnale, uma planta bulbosa relativamente frequente em Portugal continental, por exemplo em bosques perenifólios:


Leucojum autumnale (Amaryllidaceae) [Foz do Tua, Carrazeda de Ansiães; foto C. Aguiar]

domingo, 1 de março de 2009

Crocus carpetanus (Iridaceae) e Narcissus asturiensis (Amaryllidaceae)

E agora duas das bulbosas que marcam o final do Inverno nas serranias nordestinas: Crocus carpetanus (Iridaceae) e Narcissus asturiensis (Amaryllidaceae).

Crocus carpetanus (Iridaceae)



Narcissus asturiensis (Amaryllidaceae)