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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Uma composta, uma planta não identificada, duas borboletas e dois bugs



















Mais alguns bichos para identificação: um deles (possivelmente um coleóptero) sobre um capítulo de uma composta (Asteraceae ou Compositae), provavelmente uma Pulicaria (ou erva-pulgueira), talvez mesmo a Pulicaria dysenterica (L.) Gaertn.
Pulicaria dysenterica (L.) Gaertn. — The Plant List
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Outra planta -essa realmente não identificada e exótica- com corola lilacínea húmida por efeito da chuva -quem sabe, talvez um dos ilustres botânicos que frequentam este blog a possa identificar?
Deixamos aqui ainda outro pequeno insecto não identificado, e ainda duas borboletas pardas pousadas em paredes, uma delas sobre um azulejo branco.
Antecipadamente, os nossos agradecimentos aos ilustres entomólogos que poderão talvez sugerir nomes para estes insectos tão curiosos!

Como sugestão musical, deixamos hoje aqui a inolvidável Grace Jones, com "La vie en rose":
YouTube - Grace Jones - La Vie En Rose

terça-feira, 22 de março de 2011

Nemophila maculata (Hydrophyllaceae)


Foto: Carlos Silva
No outro dia o Carlos Silva, um naturalista de mão cheia que trata a natureza por tu encontrou e identificou uma planta deveras estranha, no Castelo da Povoa de Lanhoso.
Nas suas próprias palavras "Nemophila maculata, da família Hydrophyllaceae,família esta de que desconheço haver muitas espécies ou géneros por cá. Coisa bem diferente é na Califórnia onde inúmeras espécies e géneros existem. E são belíssimas. Embora o clima chamado Mediterrânico também exista como tal na Califórnia, encontrá-la tão a norte em clima atlântico, pareceu-me extraordinário, pelo menos para mim como leigo. Mas claro, se está em Inglaterra, também pode estar na Póvoa de Lanhoso, pelos menos pela latitude. Mas tu é que és especialista para abordar questões deste tipo. Agora como chegou cá? Por emigrantes regressados da California? Possível! Haverá alguns nos arredores do Castelo ou na vila? Turistas? De propósito ou casual? Claro que depois de a ter identificado, fui ao www.calflora.org e lá a encontrei e em muitos outros sítios onde está inclusive à venda como no www.wildflowerinformation.org. Mas não creio que tenha sido por compra que foi parar à berma da estrada para o Castelo da Póvoa do Lanhoso".
O Castelo da Póvoa é daqueles locais onde os botânicos encontram coisas extremamente curiosas. Gonçalo Sampaio foi uma dos maiores botânicos portugueses, sendo também um excelente liquenólogo. Durante as suas visitas ao concelho onde nasceu,encontrou no Castelo um líquen tropical, o Erioderma mollissimum, que nunca mais voltou a ser encontrado na Europa. São por vezes inexplicáveis as maneiras como os seres vivos chegam aos sítios mais estranhos...

sábado, 12 de março de 2011

Uma Comelinácea e dois bichos para identificação
















Depois de um fascinante post sobre a agricultura, a química, J. von Liebig e a nossa rica flora endémica ou nativa, ficam aqui dois insectos e uma planta, que nos parece ser uma Comelinácea exótica, familiar da famosa Tradescantia, para eventual identificação.
Antecipadamente, damos as graças aos ilustres botânicos e entomólogos que habitualmente nos dão a honra de visitar este blog!

Vale a pena notar que o bicho de cima, possivelmente um Coleóptero algo camuflado, está a caminhar sobre uma interessante comunidade vegetal composta por belos líquenes crustáceos!
O bicho de baixo, de carapaça esverdeada, cujo nome desconhemos mas que nos parece ser bastante comum, está situado sobre um bloco de calcário aparentemente cheio de fósseis.

Deixamos hoje aqui, como acompanhamento musical, um dos maiores êxitos do imortal J.S. Bach:
YouTube - Johann Sebastian Bach - Toccata and Fugue in D minor

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Tropaeolum majus (Tropaeolaceae)



















Esta extraordinária beldade sul-americana -que também se encontra naturalizada entre nós, como planta ruderal- já havia sido referida nos comentários do post anterior e então aqui fica:
Tropaeolum majus Linnaeus, Sp. Pl. 1: 345. 1753. (as minus, corr. in errata).
Tropaeolum majus in Flora of North America @ efloras.org
IPNI Plant Name Query Results
Tropaeolum majus - Wikipedia, the free encyclopedia

Como acompanhamento musical, vamos sugerir excelente música sul-americana - do notável grupo brasileiro Kid Abelha:
YouTube - Pintura Intima
YouTube - Kid Abelha - Pintura íntima (Rock in Rio - 2001)
YouTube - Kid Abelha Pintura Intima

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Drosophyllum lusitanicum (Drosophyllaceae)



















Esta maravilha ainda aqui não tinha aparecido:
Drosophyllum lusitanicum (L.) Link, Neues J. Bot. 1(2): 53. 1805 [Nov 1805]
= Drosera lusitanica L. Sp. Pl. 1: 282. 1753 [1 May 1753]
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Esta rara espécie insectívora é nativa e endémica da Região Mediterrânica Ocidental: Portugal, Espanha e Marrocos. A família Drosophyllaceae é monogenérica e monoespecífica, como se pode confirmar na seguinte enciclopédia:
Drosophyllum - Wikipedia, the free encyclopedia

Como acompanhamento musical, vamos sugerir a excelente composição de George Harrison Within You Without You:
YouTube - Within You Without You - The Beatles
YouTube - Within You Without You The Beatles

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Akebia quinata (Lardizabalaceae)















Depois de um post maravilhoso sobre a belíssima região da Gralheira, no Montemuro, aqui fica um arbusto chinês esplendoroso que também se pode encontrar cultivado, e até frutificando, na Serra de Montemuro:
Akebia quinata Decne., Ann. Sci. Nat., Bot. sér. 2, 12: 107. 1839
IPNI Plant Name Details
A foto da planta frutífera aqui inserida é proveniente das proximidades da Gralheira, na dita serra.
Ainda não havia aqui neste blog uma única Lardizabalácea, uma família de plantas vasculares universalmente reconhecida:
Lardizabalaceae - Wikipedia, the free encyclopedia.

Continuando com a excelente música de Brian Eno, aqui fica Music For Airports:
YouTube - Music For Airports

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Dracaena draco (Ruscaceae) I

O significado geográfico de Macaronésia é claro: designa, colectivamente, os arquipélagos atlânticos dos Açores, Madeira, Selvagens, Canárias e Cabo Verde. O conceito biogeográfico de Macaronésia, pelo contrário, não faz sentido.
A justificação de uma região biogeográfica Macaronésica assenta, tradicionalmente, na presença de alguns taxa peculiares de carácter reliquial, e.g. Myrica faya, Dracaena draco, Laurus e Euphorbia subsect. Pachycladae, e na partilha (muito desigual) de uma radiação adaptativa em alguns géneros, entre os quais se contam os inevitáveis Echium (Boraginaceae), mas também  Artemisia (Asteraceae), Euphorbia (Euphorbiaceae), Globularia (Plantaginaceae), Sonchus (Asteraceae), Tolpis (Asteraceae), Erysimum (Brassicaceae), Lotus (Fabaceae), Festuca (Poaceae) ou Deschampsia (Poaceae). Embora os arquipélagos da Madeira, Selvagens e Canárias tenham um elemento florístico e "vegetacional" comum assinalável, a semelhança da sua flora e coberto vegetal com os Açores, a Norte, ou com Cabo Verde, a Sul, é marginal. Não vale a pena sequer perder tempo a procurar pontes entre a flora e a vegetação tropical árida a desértica de Cabo Verde, e o verde luxuriante dos Açores.
Fiz uma leitura rápida das Floras e das checklists das plantas-com-flor dos arquipélagos de Cabo Verde, Canárias, Madeira e Açores e encontrei uma única espécie indígena comum a todos eles, a Dracaena draco. Isto, partindo do princípio que não andam por aí perdidas uma, ou mais, Dracaena por descrever.


Dracaena draco (Ruscaceae) «dragoeiro», algures nos Açores

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Clerodendrum ugandense (Lamiaceae)

















Depois de um belo post sobre carvalhos, aqui fica mais uma bela planta não identificada, fotografada há anos no interior de uma estufa do Jardim Botânico de Berlim, na vizinhança de uma begónia (Begoniaceae). Esperamos, como já é habitual, que algum dos sábios leitores deste blog forneça mais uma preciosa identificação!

Entretanto, graças à tempestiva intervenção do amigo Paulo, vamos corrigir este post:
trata-se do interessante arbusto ornamental Clerodendrum ugandense Prain, Bot. Mag. 135: t. 8235. 1909 (IPNI Plant Name Query Results), actualmente pertencente à familia das Labiadas mas que era tradicionalmente uma Verbenácea.

E, para acompanhar esta beldade, vamos sugerir uma ida fugaz ao Festival de Jazz de Montreux (1980), para ouvir e ver o grande Steve Hackett interpretando "Everyday":
YouTube - Steve Hackett - Everyday

domingo, 14 de novembro de 2010

Umbilicus heylandianus (Crassulaceae)

Cruzei-me-me com estes Umbilicus sob coberto de Quercus rotundifolia (Fagaceae) «azinheira» no Planalto de Miranda, no final da passada Primavera:

Umbilicus heylandianus (Crassulaceae). Distingue-se facilmente das outras duas espécies do género Umbilicus presentes em Portugal - U. rupestris e U. gaditanus - pelas suas flores tubulosas estranguladas na fauce [à entrada do tubo da corola].

Estes Umbilicus fizeram-me lembrar alguns Aloe (Xanthorrhoeaceae) angolanos e namibianos que admiro nos guias de árvores de autores sul-africanos. Embora evolutivamente muito distantes - os Umbilicus são eudicotiledóneas da família das Crassuláceas e os Aloe monocotiledóneas da família das Xanthorrhoeáceas - as semelhanças ao nível da inflorescência e da forma da corola são evidentes.

sábado, 13 de novembro de 2010

Tamus communis (Dioscoriaceae)

O Outono é a estação dos frutos.
Esgotou-se a cor das pétalas, mas aqui ali pontua a paisagem o apelo vermelho, violeta ou negro dos frutos carnudos. As flores chamam polinizadores; os frutos coloridos dispersores. A maior parte das nossas flores com perianto é polinizada por insectos; os frutos carnudos regra geral são dispersas por aves. Não surpreende, por isso, que os frutos carnudos geralmente sejam maiores e mais ricos em energia do que as flores que os precederam.

Um encontro feliz numa das minhas últimas passeatas botânicas:


Tamus communis «norça-preta», a única Dioscoriácea da flora Portuguesa. Os frutos são venosos, porém  menos do que os rizomas. N.b. em fundo, folhas e frutos de Hedera helix subsp. helix (Araliaceae)

domingo, 7 de novembro de 2010

Mais uma planta misteriosa (Gesneriaceae)


















Mais uma belíssima planta cuja identidade desconhecemos - poderá eventualmente ser uma Gesneriácea, talvez mesmo uma Gesneria, quem sabe?
Pode ser que alguns dos nossos ilustres leitores possam contribuir para a identificação desta excelente planta ornamental, que fotografámos num jardim subtropical bem interessante, já há meia dúzia de anos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Celebrando o Outono (várias famílias)


















Ao contrário dos excelentes posts anteriores neste blog, acerca de Pináceas, este não é um post particularmente científico - antes pretende ser uma singela comemoração do Outono, essa estação que se pode considerar constituir uma segunda Primavera, depois dos calores tórridos do Estio.
Assim, apresentamos aqui algumas fotos de diversas angiospérmicas obtidas hoje (ou muito recentemente):
Celtis australis L. (Cannabaceae) (pronuncia-se "Kéltiss");
Olea europaea L. (Oleaceae), a oliveira;
Viburnum tinus L. (Adoxaceae);
Erica ciliaris L. (Ericaceae);
Pittosporum sp. (Pittosporaceae) e
Zanthoxyllum armatum DC. (Rutaceae), um arbusto ornamental espinhoso ("armado") relativamente pouco conhecido.

Para acompanhar, sugerimos "Gloria in excelsis Deo", do grande compositor veneziano António Vivaldi (Antonio Vivaldi - Wikipedia, the free encyclopedia), que se pode encontrar por ex. aqui: YouTube - Vivaldi: Gloria In D, RV 589 - Gloria In Excelsis Deo

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ochna multiflora (Ochnaceae)















Ainda não tinha surgido aqui nenhuma ocnácea, por isso pensámos em suprir essa falta: aqui fica a belíssima Ochna multiflora DC. in Ann. Mus. Par. xvii. (1811) 412 (IPNI Plant Name Query Results)
Esta planta tão ornamental tem origem africana, podendo encontrar-se no Centro e Sul do dito continente. Dentro da família Ochnaceae, pertence à subfamília Ochnoideae e à tribo Ochneae, como aqui se pode confirmar: Ochna multiflora information from NPGS/GRIN.
A família Ochnaceae, predominantemente lenhosa, pertence à classe Magnoliopsida e à ordem Malpighiales, incluindo cerca de 30 géneros e 450 espécies, de distribuição maioritariamente tropical, com especial abundância no Brasil (Mabberley's Plant-Book, 2008: 594).

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Três aristolóquias (Aristolochiaceae)




Pensamos que não estava ainda representada neste blog a excelente família das Aristoloquiáceas - vamos assim tentar suprir essa falta com três beldades de distribuição predominantemente mediterrânica, pertencentes à dita família:
Aristolochia sempervirens L., Sp. Pl. 2: 961. 1753 [1 May 1753]
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Aristolochia paucinervis Pomel, Nouv. Mat. Fl. Atl. 136.
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Aristolochia baetica L., Sp. Pl. 2: 961. 1753 [1 May 1753]
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Convém notar que, de acordo com a Med-Checklist vol. 1 (Greuter & al., 1984) e a Flora iberica vol. 1 (Castroviejo & al., 1986), a Aristolochia baetica e a A. sempervirens são endemismos exclusivos da Região Mediterrânica, enquanto que a A. paucinervis também se pode encontrar na Região Macaronésica.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Mais uma planta misteriosa (Theaceae)















Fotografámos ontem uma planta tão misteriosa que nem sequer conseguimos indicar a família a que pertence! Trata-se de uma árvore ou arbusto ornamental e não pertence à nossa flora, embora frutifique muito bem (frutos globosos duros, polispérmicos e deiscentes, abrindo em forma de estrela) e produza sementes bastante volumosas e de cor castanha. As folhas são verdes e bastante lustrosas, tal como os frutos quando jovens. Aceitamos sugestões para a sua identificação!
Afinal, será provavelmente uma Camellia, da família Theaceae e ordem Ericales.
Pois, poderá ser mesmo a Camellia sinensis (L.) Kuntze -- Trudy Imp. S.-Peterburgsk. Bot. Sada 10: 195. 1887 = Thea sinensis L. -- Sp. Pl. 1: 515. 1753 [1 May 1753] (IPNI Plant Name Query Results).
Afinal parece ser antes a Camellia japonica L. -- Sp. Pl. 2: 698. 1753 [1 May 1753] (IPNI Plant Name Query Results).

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Nelumbo nucifera (Nelumbonaceae)















Encontrei recentemente esta maravilha num jardim, e não vou resistir a postá-la aqui, pela sua beleza e interesse botânico: Nelumbo nucifera Gaertn. -- De Fructibus et Seminibus Plantarum 1 1788 (APNI), como se pode consultar aqui:
IPNI Plant Name Query Results
Abundante e interessante informação acerca desta planta vascular muito notável pode ser encontrada nesta utilíssima enciclopédia:
Nelumbo nucifera - Wikipedia, the free encyclopedia