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quarta-feira, 2 de março de 2011

Oxalis pes-caprae (Oxalidaceae)



















Enquanto a Primavera não chega, aqui fica uma verdadeira princesa do Inverno: a bela
Oxalis pes-caprae L. -- Sp. Pl. 1: 434. 1753 [1 May 1753]
IPNI Plant Name Query Results
Oxalis pes-caprae in Flora of China @ efloras.org
Trata-se de uma planta perene, também conhecida como Oxalis cernua Thunberg, que se reproduz sobretudo vegetativamente, através dos seus numerosos pequenos bolbos, podendo em certos casos tornar-se mesmo algo invasora.
Terá certamente sido introduzida pela grande beleza das suas flores amarelas que alegram os campos e os jardins nos dias frios do Inverno.

Como acompanhamento musical, vamos sugerir a excelente "I could be happy" dos Altered Images:
YouTube - i could be happy (extended)--altered images

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Nephrolepis cordifolia (Lomariopsidaceae)















Hoje vamos aqui mostrar um feto muito curioso: Nephrolepis cordifolia (L.) C.Presl = Polypodium cordifolium L. (syn.: Nephrolepis tuberosa (Bory ex Willd.) C.Presl = Aspidium tuberosum Bory ex Willd.).
Este belo feto tropical, para além de se propagar por esporos, também se espalha vegetativamente, através de numerosos estolhos e tubérculos de aspecto algo batatóide, como se pode verificar numa das fotos.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Hydrangea macrophylla (Hydrangeaceae)














Hoje deixo aqui uma foto da bela Hydrangea macrophylla (Thunb.) Ser. (Hydrangeaceae), nativa do Japão como se pode ver aqui:
Hydrangea macrophylla - Wikipedia, the free encyclopedia
Esta curiosa planta não é espontânea em Portugal continental, onde se costuma encontrar cultivada em jardins. No Arquipélago dos Açores é, porém, bastante comum, sendo habitual encontrá-la bordejando os verdes lameiros tão frequentes nas ilhas.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Prados-juncais do Estuário do Rio Cávado III

No último post (ver aqui) mostrei que a terrestrialização da vegetação de sapal - i.e. a substituição da vegetação semiterrestre característica dos sapais (e.g. prados-juncais e outras comunidades de sapal) por vegetação terrestre (matos e bosques) - facilita a penetração de um neófito (planta introduzida em datas posteriores a 1500 d.C.) invasor, a Acacia longifolia (Fabaceae).
Porém, serão os mouchões com prado-juncal imunes às plantas invasoras?
Infelizmente não!


Stenotaphrum secundatum (Poaceae) a invadir um prado-juncal a partir da margem de um  esteiro (canal).

Os prados-juncais do Estuário do Rio Cávados estão a ser invadidos por uma gramínea proveniente das áreas tropicais e subtropicais dos EUA e Caraíbas: o Stenotaphrum secundatum (Poaceae).


Tufo de Stenotaphrum secundatum (Poaceae)

Esta espécie é muito usada em relvados em toda a franja litoral e sublitoral de Portugal Continental. Como os sapais temperados são um habitat semelhante ao habitat nativo do S. secundatum, a invasão era expectável.


Estolhos de Stenotaphrum secundatum (Poaceae)

Aparentemente, o S. secundatum segue um padrão de invasão comum com muitas outras gramíneas clonais (que se reproduzem vegetativamente, neste caso por estolhos e rizomas). Primeiro instala-se em sítios perturbados, como sejam a margem dos esteiros, ou solos removidos ou decapados (vd. imagem anterior). Depois, produz estolhos que se insinuam nos tufos de Festuca rubra subsp. littoralis, acabando por a subsitituir, e degradar o habitat de espécies de elevado valor conservacionista como a Armeria maritima (Plumbaginaceae).
Além do S. secundatum, os estuários temperados portugueses estão a ser devassados pelo Paspalum vaginatum (Poaceae), pela Spartina versicolor (Poaceae), pela Cotula coronopifolia (Asteraceae) e pelo Aster squamatus (Asteraceae), entre outras plantas. Vinda do norte (Galiza e país Basco) aproxima-se uma terrível ameaça, a Baccharis halimifolia (Asteraceae), mais uma invasora proveniente dos EUA.
A monitorização da flora dos nossos estuários é urgente!

domingo, 3 de janeiro de 2010

Prados-juncais do Estuário do Rio Cávado II

Os estuários são habitats complexos, geomorfologicamente muito dinâmicos. Basta observar uma sequência de fotografias aéreas de diferentes idades para nos apercebermos que as pequenas "ilhas" sedimentares que compõem os estuários - os mouchões - minguam, expandem-se, coalescem e desagregam-se ao longo do tempo.


Mouchões no Estuário do Rio Cávado

O aumento da cota da superfície do solo num mouchão afasta a toalha freática da superfície e diminui o risco de submersão na preia-mar. No Estuário do Cávado, e nos demais estuários temperados nacionais, este processo conduz à substituição dos prados-juncais por matos de Ulex europaeus subsp. latebracteatus (Fabaceae) «tojo-arnal».


Mouchão com prado-juncal encimado por tojal de Ulex europaeus subsp. latebracteatus (Fabaceae) «tojo-arnal» (arbusto-baixo, em floração, na esquerda e ao centro da foto), parcialmente colonizado por Acacia longifolia (Fabaceae) «acácia-de-espigas» (arbusto-alto mais abundante na metade direita da foto). Na margem do esteiro (canal) observa-se um juncal de Juncus acutus (Juncaceae).

Num estádio mais avançado da sucessão ecológica, nos biótopos mais abrigados do vento, é possivel que estes tojais coexistissem com um pinhal de Pinus pinaster (Pinaceae) «pinheiro-bravo», uma árvore sem dúvida indígena em grande parte da orla costeira ocidental de Portugal continental. ...


Ulex europaeus subsp. latebracteatus «tojo-arnal» (lado direito da foto) e Cytisus multiflorus (Fabaceae) «giesta-branca» (à esquerda da foto) em flor. N.b. regeneração natural de Pinus pinaster «pinheiro-bravo»

... Infelizmente esta dinâmica foi coarctada pela chegada de uma temível invasora de origem australiana, a Acacia longifolia (Fabaceae) «acácia-de-espigas».


Acacia longifolia (Fabaceae) «acácia-de-espigas» preste a florir. N.b. espigas de flores inseridas nas axilas dos filódios (folhas reduzidas a pecíolos espalmados que desempenham a função do limbo foliar) de ramos do ano anterior

[Fotos CA, 1-I-2010]

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Cardaria draba (L.) Desv. (Brassicaceae)


Cardaria draba num biótopo viário em Lisboa (J.Capelo, telemóvel, 2009)


Nem só de plantas raras vivem os botânicos. A Cardaria draba (L.) Desv. é uma brassicácea (crucífera) circum-mediterrânica sub-nitrófila que está florida agora. É considerada - entre muitas outras importadas do Velho Mundo - uma perigosa e agressiva invasora de arrelvados naturais e pastagens nos E.U.A. O nome vulgar: 'erva-fome' talvez se refira essa característica destrutiva das pastagens. A globalização das plantas começou logo quando a primeira caravela largou ferro em praias americanas.