terça-feira, 24 de novembro de 2015

Chlorophytum comosum (Thunb.) Jacques (Asparagaceae) naturalizado em Portugal

Chlorophytum comosum (Thunb.) Jacques

= Anthericum comosum Thunb. (basiónimo)

Esta planta herbácea perene sempreverde inerme de flores brancas, de origem africana, foi por nós encontrada como um possível epecófito, na província da Beira Litoral (BL), no distrito de Coimbra, concelho da Figueira da Foz, freguesia de Quiaios, perto da margem da Lagoa das Braças, 29TNE170553, alt. ca. 45 m, em 21.XI.2015, em floração (observação e fotos 1 a 3).
Esta espécie, nativa da África tropical e do Sul, tem vindo a naturalizar-se noutras partes do Mundo (https://en.wikipedia.org/wiki/Chlorophytum_comosum).
Na Região Euro-Mediterrânica ainda não parece ter sido encontrada como planta naturalizada ou subespontânea, de acordo com a The Euro+Med PlantBase (http://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameId=3829&PTRefFk=8000000).

Fotos 1 a 3: Chlorophytum comosum (Thunb.) Jacques (Asparagaceae) perto da margem NE da Lagoa das Braças (Portugal: BL: Figueira da Foz, Quiaios, 21.XI.2015)

Agradecemos a A.C. Matos pelo achado da planta, a A.C. Matos e a M.J. Pereira pela companhia nesta excursão botânica, e a F. Verloove pela sugestão de visitar este local.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Crassula Tillaea (Crassulaceae), Sagina apetala (Caryophyllaceae), um trevo não identificado, etc.

Aqui fica o nosso post de Novembro, agora que o frio começa a aparecer...
Pensamos que esta foto pode corresponde à associação Crassulo tillaeae-Saginetum apetalae Rivas-Martínez 1975, com várias espécies interessantes como: Bryum alpinum Withering (Bryaceae), Crassula Tillaea Lest.-Garl. ou Tillaea muscosa L. (Crassulaceae), Sagina apetala Ard. (Caryophyllaceae) e ainda um trevo que não identificámos: Trifolium sp. (Leguminosae).
A foto é de 19.05.2013, e foi obtida num local granítico da Beira Alta, entre os paralelepípedos da calçada. Agradecemos à Doutora Cecília Sérgio a identificação do musgo avermelhado formador de tapete Bryum alpinum.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Solanum rostratum Dunal (Solanaceae) naturalizado em Portugal



Solanum rostratum Dunal
Syn.: Solanum cornutum auct., non Lam.
Esta planta anual muito espinhosa de flores amarelas, de origem norte-americana, foi por nós encontrada como um possível epecófito, na província de Trás-os-Montes e Alto Douro (TM), no distrito de Bragança, em Mirandela, perto de Mascarenhas, planta arvense, num pomar/horta, na margem da estrada para Mirandela, em 3.VII.2003 (fotos 1 a 3). 
 
Não nos consta que seja planta cultivada e parecia estar naturalizada, havendo vários exemplares.
Esta espécie encontra-se já naturalizada em diversas províncias espanholas (Sobrino Vesperinas & Sanz-Elorza, 2012, Solanum L. In Flora iberica XI: pp 189-190), assim como em diversos outros países europeus (Valdés, B., 2012. Solanaceae. In: Euro+Med Plantbase – the information resource for Euro-Mediterranean plant diversity.).


Agradecemos a A.C. Matos a companhia nesta excursão botânica.

 

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Taxodium distichum (L.) Rich. (Cupressaceae) naturalizado em Portugal

 


Taxodium distichum (L.) L.C.M. Richard, in Ann. Mus. Natl. Hist. Nat. 16: 298. 1810
= Cupressus disticha L., Sp. Pl.: 1003. 1753
Esta gimnospérmica norte-americana (natural do SE dos Estados Unidos), caducifólia, pode considerar-se entre nós possivelmente como um agriófito. É um fanerófito, que terá sido introduzido sobretudo como ornamental, podendo ter também interesse pela sua madeira e pela sua utilidade ecológica, para fixar terrenos arenosos nas zonas costeiras ou próximas do mar, pois “Tem particular interêsse no revestimento de terrenos encharcados, inundáveis e margens de cursos de água” (Amaral Franco, Dendrologia Florestal, 1943: 69).
Encontrámo-la bem naturalizada e aparentemente em expansão na margem da Lagoa das Braças (BL: Figueira da Foz: Quiaios), 29TNE165552, alt. ca. 45 m, em 29 de Setembro de 2015, como permitem comprovar as quatro fotos seguintes, nas quais se podem ver os característicos pneumatóforos (nas fotos 1, 2 e 3), assim como o aspecto geral da árvore (foto 4).
A Med-Checklist (1984) e a Flora iberica (1986) não referem esta árvore, a Flora Europaea (ed. 2, 1993) e a Euro+Med Plantbase (2014) não a indicam para Portugal, assim como Amaral Franco, na Nova Flora de Portugal (1971) e Amaral Franco e Rocha Afonso em Distribuição de Pteridófitos e Gimnospérmicas em Portugal (1982); contudo, em 1943, na sua Dendrologia Florestal, Amaral Franco já mencionava esta espécie norte-americana, natural do SE dos Estados Unidos, como quase naturalizada: «Na Marinha Grande, existem exemplares com 31 m. de altura e 0,52 m. de diâmetro à altura de peito, sendo a sua propagação natural tão fácil que se pode até considerar quási subespontâneo». Propaga-se muito bem por semente, possuindo as suas sementes «um coeficiente germinativo de 40-60 %» (Amaral Franco, 1943: 68-69).
Na Europa, encontra-se sobretudo cultivada, em diversos países, embora na Bélgica seja já considerada como “Casual alien” ou “Très rarement subspontané” (Verloove, F. 2006 – Catalogue of neophytes in Belgium (1800-2005) - Scripta Botanica Belgica (Meise), 39: 81; Lambinon, J. & Verloove, F. – Nouvelle Flore de la Belgique, du Grand-Duché de Luxembourg, du nord de la France et des régions voisines (Ptéridophytes et Spermatophytes), Ed. 6 (Deuxième tirage, avec corrections). Meise. 2015: 51; Raab-Straube, E. von (2014): Gymnospermae. – In: Euro+Med Plantbase - the information resource for Euro-Mediterranean plant diversity.)
Agradecemos a A.C. Matos e a M.J. Pereira pela companhia nesta excursão botânica, assim como a F. Verloove pela sugestão de visitar este local fascinante.