sexta-feira, 2 de setembro de 2016
Sedum album L. (Crassulaceae) e Xanthoria parietina (L.) Th. Fr. (?) (Teloschistaceae)
Chegou Setembro, o Verão continua quente, e as plantas continuam a florir, incluindo agora o já nosso bem conhecido Leucojum autumnale L. (Amaryllidaceae). Neste caso, porém, a planta que nos traz aqui é outra: Sedum album L. (Crassulaceae) -o bem conhecido "arroz dos telhados"- e um líquen vistoso amarelado que poderá ser talvez a Xanthoria parietina (L.) Th. Fr. = Lichen parietinus L. (Teloschistaceae), fotografados em data incerta (Primavera de 2016), sobre um telhado (Coimbra, 29TNE4950, alt. ca. 80 m).
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domingo, 21 de agosto de 2016
Carlina racemosa L. (Compositae)
O Verão de 2016 continua a decorrer e
encontrámos hoje (20.VIII.2016) esta bela composta anual de floração sobretudo
estival: Carlina racemosa L. (Compositae
= Asteraceae), na BL: Montemor-o-Velho: Tentúgal, 29TNE3553, alt. ca. 45 m.
É um endemismo exclusivo da Região
Mediterrânica, com uma distribuição predominantemente ocidental, como se pode
verificar aqui:
(Greuter, W. (2006+): Compositae (pro parte majore). – In:
Greuter, W. & Raab-Straube, E. von (ed.): Compositae. Euro+Med
Plantbase - the information resource for Euro-Mediterranean plant diversity)
Agradecemos a companhia nesta pequena mas interessante excursão botânica aos amigos M.G. Pereira e J. Marques.
Agradecemos a companhia nesta pequena mas interessante excursão botânica aos amigos M.G. Pereira e J. Marques.
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segunda-feira, 1 de agosto de 2016
Nothobartsia asperrima (Link) Benedí & Herrero (Orobanchaceae)
Para assinalar o início do estival mês de Agosto, trazemos aqui uma planta igualmente estival, de floração tardia ou serótina: Nothobartsia asperrima (Link) Benedí & Herrero = Euphrasia asperrima Link; Euphrasia aspera Brot., nom. illeg., non Willd., etc. (Benedí in Flora iberica XIII: 506-507, 2009) (Orobanchaceae), um nanofanerófito e endemismo exclusivamente ibero-marroquino, pouco comum entre nós e próprio de sítios calcários mais ou menos secos como os da aliança Origanion virentis, de acordo com os nossos mestres fitossociólogos.
Esta foto foi obtida nas proximidades do castelo medieval de Germanelo, na BL: CW. calc., concelho de Penela, freguesia do Rabaçal, 29TNE4830, alt. ca. 300 m, CW. calc., 13.VII.2016.
Agradecemos aos amigos A.B. Pereira, M.G. Pereira, M.J. Pereira & J.P. Andrade pela excelente companhia nesta excursão.
quarta-feira, 6 de julho de 2016
Orobanche gracilis Smith (Orobanchaceae)
No primeiro post deste Verão quente de 2016, trazemos aqui a belíssima Orobanche gracilis Smith (Orobanchaceae), que ainda não tinha sido postada neste blog. Esta foto foi obtida na orla de um pequeno bosque (antigo carvalhal de Arisaro-Quercetum fagineae) no Vale de Poios (BL: concelho de Soure), no CW. calc., 29TNE4027, alt. ca. 290 m.
Agradecemos ao ilustre botânico francês James Molina a identificação desta bela planta.
Agradecemos ao ilustre botânico francês James Molina a identificação desta bela planta.
sábado, 18 de junho de 2016
Aster alpinus L. (Asteraceae = Compositae) e Aphyllantes monspeliensis L. (Asparagaceae)
Para animar o blog, neste primaveril mês de Junho, aqui fica uma foto (acima) do belíssimo Aster alpinus L. (Asteraceae = Compositae), que fotografámos recentemente (9.VI.2016) numa zona de rochas dolomíticas pr. de Le Caylar, também conhecida como Le-Caylar-en-Larzac (no departamento de Hérault, Sul de França) (Wikipedia: https://fr.wikipedia.org/wiki/Le_Caylar).
Esperamos
ainda poder vir a postar mais fotos de plantas da mesma localidade, conhecida
pela sua flora particularmente rica, onde abunda o famoso Aphyllantes
monspeliensis L. (Asparagaceae), aqui representado nas duas fotos seguintes:
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terça-feira, 31 de maio de 2016
Campanula matritensis A. DC.? (Campanulaceae)
De acordo com a recente monografia do
complexo Campanula lusitanica, da
autoria de Jara Cano-Maqueda e Salvador Talavera (Cano-Maqueda, J. &
S. Talavera. 2011. A
taxonomic revision of the Campanula
lusitanica complex
(Campanulaceae) in the Western Mediterranean region. Anales del Jardín Botánico de Madrid 68 (1): 15-47), parece-nos bastante provável que esta
planta portuguesa, da Serra do Caramulo, fotografada em 19.V.2010, seja a Campanula matritensis A. DC. (= Campanula lusitanica subsp. matritensis (A. DC.) Franco).
sexta-feira, 6 de maio de 2016
Os jovens velhos
As avoadinhas são das plantas mais comuns em Portugal, mas também são das mais ignoradas. O seu nome popular deriva da capacidade das sementes tem de se dispersar pelo vento, já que o vento a faz voar distâncias consideráveis. O nome do género em latim deriva do nome grego (Konyza) de outra planta da mesma família, Inula conyza, sendo o nome dado pela semelhança dos capítulos entre as duas. Anteriormente, as avoadinhas eram classificadas no género Erigeron, que deriva do grego (eri = cedo; geron = velho) e que significa mais ou menos rapidamente velho. Também as compostas do género Senecio tem uma referência geriátrica, já que senex em latim significa igualmente velho. Quando estas plantas estão cobertas de aquénios plumosos é fácil compreender a razão pela qual os botânicos clássicos utilizaram estas referências alegóricas relativas à velhice.
Na foto encontram-se duas espécies que apesar de muito semelhantes à primeira vista, se podem diferenciar muito facilmente. A do lado esquerdo (Conyza sumatrensis) possui pêlos por toda a superfície da folhas e dos invólucros dos capítulos enquanto a da direita (Conyza bilbaoana), possui invólucros dos capítulos glabros e cílios apenas na margem e nervura inferior das folhas. Apesar de ser tido uma naturalização recente, a expansão rápida da C. bilbaoana pelo norte de Portugal e Espanha e restante Europa ocidental, faz-nos suspeitar que esta será uma das espécies com maior potencial invasor no território.
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