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terça-feira, 19 de setembro de 2023

Rhus Coriaria Linnaeus (Anacardiaceae, Sapindales)

Rhus Coriaria Linnaeus (Anacardiaceae, Sapindales) in Celorico da Beira (BA), 29.VII.2002, excursão com A. C. Matos.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Pistacia lentiscus L. (Anacardiaceae)

 

Trazemos hoje aqui a famosa Pistacia lentiscus L. (Anacardiaceae) (http://www.flora-on.pt/#/1Pistacia+lentiscus), comummente conhecida como aroeira, que fotografámos hoje na Serra da Boa Viagem (Lu: BL: conc. da Figueira da Foz, CW. calc., alt. ca. 100 m), num miradouro sobre o Oceano Atlântico. Também é visível na segunda foto a bem conhecida Smilax aspera L. (Smilacaceae), outra planta (espinhosa e lianóide) de distribuição bem Mediterrânica (http://euromed.luomus.fi/euromed_map.php?taxon=507582&size=medium).

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Anacardium occidentale (Anacardiaceae) «cajueiro»

O Miguel Porto ofereceu-nos num comentário recente um extraordinário excerto do Sertões de Euclides da Cunha. Tamanha é a graça e a substância do texto que não resisto em transcrevê-lo, fazendo-o acompanhar de imagens do Anacardium occidentale, um parente chegado do dulcérrimo Anacardium humile, o cajuzinho-do-cerrado citado por Euclides da Cunha.

«Vêem-se numerosos aglomerados em capões ou salpintando, isolados, as macegas, arbúsculos de pouco mais de metro de alto, de largas folhas espessas e luzidias, exuberando floração ridente em meio da desolação geral. São os cajueiros anões, os típicos anacardia humilis das chapadas áridas, os cajuís dos indígenas. Estes vegetais estranhos, quando ablaqueados em roda, mostram raízes que se entranham a surpreendente profundura. Não há desenraizá-los. O eixo descendente aumenta-lhes maior à medida que se escava. Por fim se nota que ele vai repartindo-se em divisões dicotômicas. Progride pela terra dentro até a um caule único e vigoroso, embaixo.
Não são raízes, são galhos. E os pequeninos arbúsculos, esparsos, ou repontando em tufos, abrangendo às vezes largas áreas, uma árvore única e enorme, inteiramente soterrada.
Espancado pelas canículas, fustigado dos sóis, roído dos enxurros, torturado pelos ventos, o vegetal parece derrear-se aos embates desses elementos antagônicos e abr
oquelar-se daquele modo, invisível, no solo sobre que alevanta apenas os mais altos renovos da fronde majestosa.»



Flores de Anacardium occidentale (Anacardiaceae) «cajueiro». O centro de origem desta espécie situa-se no NE Brasileiro; no Brasil o cajueiro além de ser cultivado para a produção de fruto, é muito frequente como árvore de arruamento

Frutos de Anacardium occidentale (Anacardiaceae) «cajueiro». N.b. no género Anacardium o pecíolo do fruto, a "maçã-do-caju", é carnudo e doce; o fruto (inc. semente) é reniforme e conhecido por castanha; o conteúdo da castanha em verde corrói a pele, não façam como eu que por ignorância trinquei uma e queimei metade do lábio inferior; a semente processada de A. occidentale é a apreciada castanha-de-caju; a tecnologia da castanha-de-caju envolve a extracção do pecíolo carnudo (muito usado em sumos), a secagem ao ar, a torrefacção ou cozedura sob pressão, e a descasca do fruto (reduzido a uma tona não comestível) [fotos CA]