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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Muehlenbeckia complexa (A.Cunn.) Meisn. (Polygonaceae, Caryophyllales)

Muehlenbeckia complexa (A.Cunn.) Meisn., Pl. Vasc. Gen. [Meisner] 2: 227 1841 = Polygonum complexum A.Cunn., Ann. Nat. Hist. 1: 455 (1838) (Polygonaceae, Caryophyllales) - Coimbra, in urbe, alt. c. 50 m s. m., 16.IX.2026.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Rumex bucephalophorus L. (Polygonaceae) e Linaria amethystea (Vent.) Hoffmanns. & Link subsp. amethystea (Plantaginaceae)


Continuando a assinalar o Equinócio que marca a entrada da Primavera, assim como a proveitosa assembleia de peritos botânicos que terá lugar em Lisboa neste fim de semana equinocial, deixamos aqui mais duas beldades: Rumex bucephalophorus L. (Polygonaceae) e Linaria amethystea (Vent.) Hoffmanns. & Link subsp. amethystea - um endemismo da Península Ibérica) (Plantaginaceae), que encontrámos juntas no castelo medieval de Penela (BL), 29TNE5321, que se situa aparentemente sobre uma colina arenítica, em 6.III.2016. 
Agradecemos a generosa companhia e transporte nesta pequena excursão botânica aos queridos amigos M.G. Pereira, J. Marques & M.J. Pereira.

domingo, 28 de outubro de 2012

Holcus gayanus Boiss. (Gramineae)


Pensamos que ainda aqui não tinha sido postada a bela gramínea Holcus gayanus Boiss., Voy. Bot. Espagne 2: 637. 1842, que é endémica exclusiva da Península Ibérica, segundo Valdés, B. & Scholz, H.; with contributions from Raab-Straube, E. von & Parolly, G. (2009): Poaceae (pro parte majore). Euro+Med Plantbase - the information resource for Euro-Mediterranean plant diversity.
Esta erva discreta e rara tem importância para a conservação da Natureza no Norte do País, por ex. de acordo com esta proposta muito recente:
CÂMARA MUNICIPAL DE PONTE DA BARCA
REVISÃO DO PLANO DIRETOR MUNICIPAL
«Nos afloramentos rochosos existe vegetação rupícola dominada pela Silene acutifólia acompanhada habitualmente de Sedum hirsutum, Holcus gayanus e Umbilicus rupestres (Sileno acutifoliae-Holcetum gayani) (HONRADO, 2003). Esta vegetação enquadra-se no habitat 8220pt1 – Afloramentos rochosos siliciosos com comunidades casmofiticas (ALFA, 2006).»
Esta foto é proveniente da Serra do Gerês, num local elevado, 20.VI.2003, onde se encontra também uma espécie do género Rumex L.: Rumex sp. (Polygonaceae)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Polygonum bistorta (Polygonaceae)

Faltei seis anos seguidos à chamada da terra dos meus ancestrais maternos: a pequena vila, e grande concelho de Montalegre. Estive pela última vez em Contim no final da década de 90, a pequena aldeia de onde escaparam das tropas francesas e da fome alguns dos meus avoengos barrosões. Já não me lembro quando vi pela última vez uma chega de bois, a vezeira do gado miúdo, um pastor de croça e uma perdiz-cinzenta (sim, vi esta espécie no Planalto da Mourela, era ainda garoto).
Este ano voltei, finalmente; desta vez na companhia de um naipe excelente de botânicos lusitanos e espanhóis.
Foram dois dias intensos, de incessante colheita e observação de plantas. Enquanto vasculhava os urzais-tojais tão característicos da região, recordei uma das minhas primeira experiências botânicas, um dia há  30 anos atrás, quando observava extasiado o delicado esporão de uma Linaria elegans, que chamava de orquídea. No final da jornada, a caminho de Montalegre, vindo de Pitões da Júnias, depois de um tremendo dia de chuva a colher plantas em turfeiras, molhado da cabeça aos pés, lá estava ele, o Polygonum bistorta.


Esta planta de ampla área de distribuição na Europa, em Portugal, tanto quanto sei, só ocorre em Montalegre. Conheço-a de um lameiro na margem esquerda do Cávado, a poucas centenas de metros da ponte de Frades.
As gerações de agricultores, de primeiras e segundas gerações urbanas sucedem-se, mudamos de terra e de profissão, o P. bistorta, porém, persiste impassível, imutável, no seu pequeno lameiro, longe, muito longe, das densas e exuberantes populações centro-europeias da sua espécie.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Cereais de outros tempos

Recentemente, contaram-me que o Fagopyrum esculentum «trigo-sarraceno» ainda era cultivado nos anos 50 no concelho de Vinhais. Certamente, também o seria noutros concelhos nordestinos. O F. esculentum perdeu-se porque tem várias desvantagens: produz pouco, o teor em farelo é muito alto e a maturação dos frutos dá-se de forma irregular. Depois é difícil de mecanizar. Actualmente, diz-se que poderá ser interessante cultivá-lo, por exemplo na vizinhança de pomares, para atrair insectos auxilares. Vai para seis anos encontrei uma pequena população assilvestrada de Fagopyrum esculentum na Ilha de S. Jorge.


Fagopyrum esculentum (Polygonaceae) [foto C.Aguiar]

A Setaria italica «milho-paínço» é citada pelos botânicos dos finais do séc. XIX, início do séc. XX. Parece que a sua memória se perdeu em Trás-os-Montes.


Setaria italica (Poaceae) [foto C.Aguiar]