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sexta-feira, 24 de janeiro de 2025
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Thymelaea hirsuta (L.) Endl. (Thymelaeaceae)
A planta, um pequeno arbusto ou subarbusto verde com folhas e flores minutas, foi fotografada na costa da Sicília ocidental (na província de Trapani), muito perto do Mediterrâneo, em 12.IX.2013.
Agradecemos ao ilustre anónimo pelo excelente comentário identificativo!
Thymelaea hirsuta (L.) Endl., Gen. Pl. Suppl. 4: 65. 1848 = Passerina hirsuta L. (basion.) = Daphne hirsuta (L.) Samp., um endemismo mediterrânico também existente em Portugal, próprio de areias marítimas, por vezes algo nitrificadas, embora muito raro ou mesmo provavelmente extinto em Portugal (http://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameCache=Thymelaea%20hirsuta ; http://www.flora-on.pt/#/1Thymelaea+hirsuta), parece-nos ser, sem dúvida, uma óptima sugestão!
Gonçalo Sampaio cita a sua Daphne hirsuta para os "Areais marítimos perto do rio Guadiana", indicando a sua floração para os meses de Junho e Julho (Sampaio, Flora Portuguesa, 1947: 175).
terça-feira, 8 de junho de 2010
Thymelaea coridifolia subsp. dendrobryum (Thymelaeaceae)
Um passeio pelos cervunais (prados seminaturais de altitude) da serra da Estrela pode revelar-se deveras interessante pois neles ocorrem um conjunto de espécies particulares da flora portuguesa. Os cervunais são prados de áreas relativamente elevadas, pobres em espécies, dominadas pelo cervum (Nardus stricta L.) e outras gramíneas perenes, densas e cespitosas. Estas espécies estão bem adaptadas ao frio, precipitações elevadas e a solos orgânicos, mal drenados, profundos e ácidos, muitas vezes húmidos e encharcados. Os cervunais, regra geral, ocupam áreas de depressão resultantes da erosão levada a cabo durante o último período glaciar, onde ocorre acumulação de materiais líticos de áreas convexas adjacentes.
Distinguem-se assim os cervunais húmidos e secos e os do andar superior e do andar intermédio (num post posterior tentarei caracterizar cada um dos subtipos).
Estes meios, no Parque Natural da Serra da Estrela, são desde há muito utilizados como áreas de pastoreio, tendo sido, por isso, sujeitos a vários tipos de pressão como o fogo, a herbivoria e o corte. A principal ameaça que recai sobre os cervunais é o abandono da ancestral e tradicional prática do pastoreio estival que “naturalmente”, impede a invasão destes prados pelos urzais e zimbrais de altitude. Estes habitats foram considerados de interesse comunitário prioritário (Directiva 92/43/CEE para o estabelecimento da Rede Natura 2000).
Apresento, hoje uma planta, que pode ser observada por esta altura nos cervunais de natureza mais seca da serra da Estrela, onde se associa e confunde, antes e depois da floração com Calluna vulgaris. Thymelaea coridifolia subsp. dendrobryum, endemismo ibérico, descoberta no nosso país por P. Van der Knap (J. Paiva, com. Verb), encontra-se representada no nosso país apenas nesta serra numa única localidade. A população não deverá exceder os 500 indivíduos e ocupa uma área inferior a 1 ha. É um subarbusto lenhoso, de até 10 cm de altura e hábito prostrado, com folhas lineares a lineares-lanceoladas pilosas na extremidade e flores unisexuais, solitárias que surgem na extremidade dos ramos do ano anterior de cor amarelada.

Distinguem-se assim os cervunais húmidos e secos e os do andar superior e do andar intermédio (num post posterior tentarei caracterizar cada um dos subtipos).
Estes meios, no Parque Natural da Serra da Estrela, são desde há muito utilizados como áreas de pastoreio, tendo sido, por isso, sujeitos a vários tipos de pressão como o fogo, a herbivoria e o corte. A principal ameaça que recai sobre os cervunais é o abandono da ancestral e tradicional prática do pastoreio estival que “naturalmente”, impede a invasão destes prados pelos urzais e zimbrais de altitude. Estes habitats foram considerados de interesse comunitário prioritário (Directiva 92/43/CEE para o estabelecimento da Rede Natura 2000).
Apresento, hoje uma planta, que pode ser observada por esta altura nos cervunais de natureza mais seca da serra da Estrela, onde se associa e confunde, antes e depois da floração com Calluna vulgaris. Thymelaea coridifolia subsp. dendrobryum, endemismo ibérico, descoberta no nosso país por P. Van der Knap (J. Paiva, com. Verb), encontra-se representada no nosso país apenas nesta serra numa única localidade. A população não deverá exceder os 500 indivíduos e ocupa uma área inferior a 1 ha. É um subarbusto lenhoso, de até 10 cm de altura e hábito prostrado, com folhas lineares a lineares-lanceoladas pilosas na extremidade e flores unisexuais, solitárias que surgem na extremidade dos ramos do ano anterior de cor amarelada.


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