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domingo, 15 de setembro de 2024

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Antirrhinum meonanthum Hoffmannsegg & Link (Plantaginaceae, Antirrhineae)

Trazemos hoje aqui algumas fotos de Antirrhinum meonanthum Hoffmannsegg & Link (Plantaginaceae, Antirrhineae), um endemismo exclusivo da Península Ibérica (https://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameCache=Antirrhinum%20meonanthum&PTRefFk=7200000), próprio de "Fendas de rochas e muros, terrenos pedregosos, cascalheiras, bermas de caminhos. Em diversos tipos de substrato, mas preferentemente granitos e xistos." (https://flora-on.pt/#1Antirrhinum+meonanthum), bastante raro em Portugal continental (Lu) (P.V.Araújo, J.D.Almeida, P.Silveira, S.Bastos, A.Silva, E.Portela-Pereira, C.Aguiar, E.Marabuto, et al. (2022). Antirrhinum meonanthum Hoffmanns. & Link - mapa de distribuição. Flora-On: Flora de Portugal Interactiva, Sociedade Portuguesa de Botânica. http://www.flora-on.pt/#wAntirrhinum+meonanthum. Consulta realizada em 13/10/2022). As fotos são de 12.V.2003, 9.X.2003, 6.VI.2007 e 20.VI.2007, do concelho de Penacova (BL), até ao concelho de Trancoso: Torre do Terrenho (BA), em locais xistosos ou graníticos.

sábado, 5 de julho de 2014

Plantago serraria L. (Plantaginaceae)

Fotografámos ontem, na Serra da Boa Viagem, pr. do Cabo Mondego, conc. da Figueira da Foz, no CW. calc., numa cascalheira de natureza calcária, 29TNE0848, 4.VII.2014, um plantago que nos parece ser o Plantago serraria L. (Plantaginaceae).


segunda-feira, 8 de março de 2010

Inula montana (Asteraceae)















Depois da formidável antirrínea Chaenorhinum origanifolium (L.) Kostel. subsp. origanifolium, fica hoje aqui outra das maravilhas que se podem encontrar nas cascalheiras calcárias do célebre PNSAC (a foto é do Cabeço da Fórnea, VI.2003):
Inula montana L., Sp. Pl. 2: 884. 1753 [1 May 1753], uma belíssima composta!
Trata-se de uma espécie característica da classe Festuco hystricis-Ononidetea striatae Rivas-Martínez, T.E. Díaz, F. Prieto, Loidi & Penas 2002 [Festuco hystricis-Ononidetea striatae Rivas-Martínez, T.E. Díaz, F. Prieto, Loidi & Penas in Itinera Geobot. 5: 506. 1991 (art. 17), Festucetea hystricis Mayor in Mayor, M.A. Fernández, Nava, J.R. Alonso, Lastra & Homet in Bol. Ci. Naturaleza I.D.E.A. 30: 93. 1982 (art. 8)], de vegetação basófila, orófila e quionófoba de pastos secos, constituída sobretudo por hemicriptófitos cespitosos e caméfitos, por vezes pulviniformes, conforme se pode ver aqui:
Addenda to the Syntaxonomical checklist of Spain and Portugal [1_07]

sábado, 20 de fevereiro de 2010

É tempo de crucíferas

Não tenho nenhuma hipótese ou pergunta ecológica fantástica, apenas me apeteceu mostrar informalmente umas quantas crucíferas, já que é tempo delas.
Generalizações são perigosas, especialmente se forem empíricas como esta que vou fazer. Mesmo assim arriscaria dizer que a família das crucíferas parece ter uma certa tendência para florescer muito cedo - em meados de Fevereiro já muitas espécies podem ser vistas em flor. Algumas até no Outono já estão em pleno (ver aqui). Eis quatro dessas crucíferas "temporãs", todas encontradas no mesmo habitat - uma cascalheira calcária.

[fotos: MPorto]

Hesperis laciniata, em particular, acho fantástica, exuberância suprema, além de bastante rara. Apenas a conheço nos "melhores calcários" aqui do centro sul. Planta perene de grande tamanho, flores grandes, um tanto ou quanto semelhante aos goivos de jardim (Matthiola spp.). Simplesmente espectacular, muito estranho é ver tamanha exuberância e delicadeza debaixo deste frio invernal.
Hornungia petraea, pelo contrário, prima pela sua minuscularidade. Um habitante efémero de rochas com uma fina camada de solo, onde, após o término das chuvas, apenas conseguem subsistir plantas suculentas (fam. Crassulaceae) e musgos tolerantes à desidratação (poiquilohídricos), já que estas camadas finíssimas de solo não retêm a água mais do que poucas horas se expostas ao sol em tempo seco; qualquer ocupante desprevenido seria desidratado tout de suite. Não sei se a H. petraea é rara, talvez seja provavelmente mais comum do que se pensa, e por ser tão discreta e efémera, passa despercebida.
Semelhante comportamento têm as restantes duas, plantas em geral muito pequenas que colonizam pequenos nichos efémeros. E como estas há todo um grupo de crucíferas anuais miniatura a florescer nesta época... não esquecer Teesdalia spp., Cardamine spp., Jonopsidium acaule, entre outras...

Mas nem só de crucíferas vive o homem, com isto ficou a apetecer mostrar mais um pouco das maravilhas em miniatura que se podem ver nesta época! Plantas das quais só nos apercebemos da existência quando estamos a vinte centímetros de distância!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Linaria alpina (Plantaginaceae)














Em jeito de postal natalício, aqui fica uma imagem da belíssima Linaria alpina (L.) Mill. (Plantaginaceae), uma planta própria de cascalheiras e outros locais rochosos elevados (classe Thlaspietea rotundifolii Br.-Bl. 1948), aqui fotografada a ca. de 2000 m acima do nível do mar, no conhecido monte Schneeberg, próximo de Viena (VII.2005). É também possível reconhecer uma Pedicularis (Orobanchaceae), um Asplenium (Aspleniaceae) e ainda a tão comum Poa bulbosa L. (Poaceae).