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terça-feira, 25 de abril de 2023

Cladonietum com Fritillaria lusitanica Wikström (Liliaceae, Liliales)

Cladonietum com Fritillaria lusitanica Wikström (Liliaceae, Liliales), CW. calc., algures pr. Condeixa-a-Nova (BL), 1.IV.2004 (https://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameCache=Fritillaria%20lusitanica&PTRefFk=8000000; https://flora-on.pt/#1Fritillaria+lusitanica). Um Cladonietum possivelmente fará parte de uma aliança de nome Cladonion, pertencente à ordem Peltigeretalia Klement 1949, da classe Ceratodonto purpurei-Polytrichetea piliferi Mohan 1978 (cf. Mucina & al., 2016, Vegetation of Europe (...). - Applied Vegetation Science, Volume 19 • Supplement 1 • December 2016: p. 225).

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Veratrum album

Antes da partida para férias aproveito para recuperar uma espécie que já por aqui passou. Trata-se de Veratrum album, uma espécie que ao que parece, se encontra confinada em território luso à serra da Estrela, apesar da existência de referências para a sua presença nas serras de Arga e do Gerês, não confirmadas nos tempos mais recentes.

Na serra da Estrela encontra-se distribuída por vários núcleos, entre os 1400 e os 1700 metros de altitude, colonizando quase sempre arrelvados húmidos, margens de linhas de água e lagoas e terracetes de escarpas.


O Heléboro-branco pode por vezes, ser confundido, por olhos mais incautos com Gentiana lutea, no entanto uma observação mais atenta, permite distinguir as duas espécies, antes da sua floração estival, o que as torna inconfundíveis.

Assim, o Heléboro-branco apresenta folhas alternas e pubescentes na página inferior e as raízes possuem um odor muito desagradável, por seu lado a Argençana-dos Pastores possui folhas opostas sem pilosidade e raízes quase inodoras.

Veratrum album possui uma pronunciada acção hipotensora e também ansiolítica. Em resultado da sua toxicidade não se recomenda a sua utilização como planta medicinal. Existem relatos de acidentes mortais com a utilização desta espécie. O estado de conservação desta espécie é muito preocupante. Numa próxima entrada falarei sobre a a bela Argençana-dos-Pastores.

terça-feira, 8 de março de 2011

Tulipa sylvestris subsp. australis (Link) Pamp. (Liliaceae)



















Parece que ainda ninguém aqui tinha postado a nossa bela tulipa espontânea, e por isso aqui fica:
Tulipa sylvestris subsp. australis (Link) Pamp., Boll. Soc. Bot. Ital. 1914: 114 (1914).
Tulipa sylvestris subsp. australis (Link) Pamp. — The Plant List
= Tulipa australis Link in Schrad. Journ. ii. (1799) 317.
IPNI Plant Name Details
Esta planta, que se pode encontrar nalgumas das nossas montanhas, de Norte a Sul, sobre diversos substratos, em floração durante a Primavera -que está quase a começar!- parece ser bastante rara e de distribuição restrita, endémica da Região Mediterrânica, ao que supomos.
Esta ficha fornece abundante informação adicional sobre esta maravilha:
http://www.crsf.ch/fra/fiches/pdf/tuli_aust_f.pdf

Como acompanhamento musical vamos hoje sugerir "Hang on to your love" da excelente Sade:
YouTube - Sade - Hang on to your love

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Gagea bohemica subsp. saxatilis? (Liliaceae)















Em 8 de Abril de 2004 fotografámos esta bela planta bolbosa em pleno carvalhal de Rebordãos: Holco mollis-Quercetum pyrenaicae Br.-Bl., P. Silva & Rozeira 1956, o maravilhoso bosque que se dá muito bem sobre as rochas básicas de Bragança e arredores. Pensamos que poderá possivelmente tratar-se da Gagea bohemica (Zauschner) Schultes & Schultes fil. subsp. saxatilis (Mert. & Koch) Ascherson & Graebner, Syn. Mitteleur. Fl. 3: 79 (1905); Syn.: Gagea nevadensis sensu Richardson in TUTIN et al. (eds.), Flora Europaea, non Boiss.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Erythronium dens-canis (Liliaceae)

O E. dens-canis (Liliaceae) «dente-de-cão» é sem dúvida uma das plantas mais fotogénicas da flora de Portugal continental.


Erythronium dens-canis (Liliaceae) (Fotos C. Aguiar)

Com facilidade pode ser observado a emergir da folhada dos carvalhais nas montanhas do norte de centro. Floresce na segunda quinzena de Março. Quando as árvores abrolham a formação do fruto já vai adiantada.
O E. dens-canis propaga-se vegetativamente através pequenos tubérculos produzidos na extremidade de rizomas delgados com um único nó. Uma forma elegante de evitar que as plantas-filhas, no ano seguinte, compitam intensamente umas com as outras. Na maior parte das plantas bulbosas os bolbos ou bolbilhos-filho formam-se na proximidade da planta-mãe (e.g. tulipas e narcisos).

quarta-feira, 25 de março de 2009

Gagea pratensis (Liliaceae)


Neste último fim de semana dei uma voltinha nas rochas ultrabásicas nordestinas. Reencontrei a Gagea pratensis. Esta espécie é, sem dúvida, a planta mais rara do género em Portugal. Tem a particularidade de, no nosso país, ser exclusiva dos afloramentos ultrabásicos do maciço de Bragança-Vinhais. Como acontece com as restantes espécies indígenas do género gosta de solos muito delgados, com cascalho grosseiro à superfície e um substrato rochoso bem fissurado. As comunidades com Gagea, Ornithogalum, Poa bulbosa, Scleranthus, Sedum, etc. estão todas por estudar. Um bom tema para quem se quiser descrever novas comunidades de plantas.

Gagea pratensis (Liliaceae) [foto C. Aguiar]