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quarta-feira, 14 de agosto de 2024
sexta-feira, 14 de junho de 2024
sábado, 8 de junho de 2024
domingo, 2 de junho de 2024
sábado, 22 de maio de 2021
Polinizadores: os fiéis mensageiros das plantas, com Sílvia Castro
De muito interesse, também, acerca dos polinizadores e da polinização.
Agradecemos à LPN estes quatro excelentes vídeos científicos e didácticos - parabéns por esta admirável iniciativa botânica!
Etiquetas:
conservação da biodiversidade,
ensino da botânica,
Hymenoptera,
Insectos,
Pólen,
Polinização
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Checklist da flora vascular de Portugal
Foi finalmente disponibilizada uma Checklist da Flora Vascular de Portugal Continental e Insular (ver aqui).
Um pdf da checklist completa pode ser solicitado aqui.

A dado passo referem os seus autores que "a colaboração de profissionais e amadores da botânica é ... uma componente essencial no futuro e na utilidade social e científica da Checklist da Flora de Portugal (Continente, Açores e Madeira)". Para tal, propõem o seguinte mecanismo de colaboração:
a) "A ALFA disponibiliza a todos os interessados em colaborar nos trabalhos de actualização um endereço de e-mail dedicado (alfachecklist@gmail.com);
...
c) Informa a direcção da ALFA que existe um acordo com a revista científica Silva Lusitana, editada pelo INRB, IP, de publicação bianual, para a publicação, em tempo útil, de alterações nomenclaturais e taxonómicas inéditas e das adições corológicas à escala dos três grandes territórios abrangidos pela Checklist – Lu, Az e Ma
...
Um pdf da checklist completa pode ser solicitado aqui.

A dado passo referem os seus autores que "a colaboração de profissionais e amadores da botânica é ... uma componente essencial no futuro e na utilidade social e científica da Checklist da Flora de Portugal (Continente, Açores e Madeira)". Para tal, propõem o seguinte mecanismo de colaboração:
a) "A ALFA disponibiliza a todos os interessados em colaborar nos trabalhos de actualização um endereço de e-mail dedicado (alfachecklist@gmail.com);
...
c) Informa a direcção da ALFA que existe um acordo com a revista científica Silva Lusitana, editada pelo INRB, IP, de publicação bianual, para a publicação, em tempo útil, de alterações nomenclaturais e taxonómicas inéditas e das adições corológicas à escala dos três grandes territórios abrangidos pela Checklist – Lu, Az e Ma
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e) As propostas de alteração aceites, e os respectivos autores, serão devidamente divulgados no site da ALFA.
f) Todos os anos, em Janeiro, será publicada e difundida uma nova versão, actualizada, da “ALFA-Checklist da flora vascular de Portugal”.
Aqui fica o anúncio de uma etapa importante da história recente da botânica portuguesa e um pedido de colaboração que os botânicos, amadores ou profissionais, não devem (não podem) recusar.
Etiquetas:
ensino da botânica,
história da botânica,
Taxonomia
sexta-feira, 12 de março de 2010
Chamaecyparis lawsoniana (Cupressaceae)
Não faltam imagens, esquemas, quadros, diagramas de fluxo, e não sei mais o quê, invariavelmente em papel couché, nos livros de ciências da natureza e de biologia das nossas escolas. Em contrapartida, a experiência sensível: ver, cheirar, apalpar, esmagar as coisas vivas, quase nenhuma. Por isso, o fenómeno da vida, as formas e a variedade da vida, são para os nossas crianças tão insípidas como uma experiência de química sem explosão, mudança de cor ou espuma. Se para muitas crianças o convívio com indivíduos conspecíficos e com os animais domésticos os informa sobre a natureza da (sua) animalidade, os vegetais são para eles um mistério. As plantas são uma espécie de aliens informes, por alguma razão desconhecida transformados num contínuo verde na época das chuvas, seco e amarelo no Verão. Para o adolescente liceal a complexidade da vida lê-se nos ciclos de Krebs e de Calvin, e nos mecanismos de replicação, transcrição e tradução do DNA; a essência da vida está para ele, assim lhe o dizem os livros-texto, na bioquímica, na genética, no molecular. Não surpreende por isso, que os jovens adultos que ingressam nos cursos de biologia, de agronomia ou de ambiente, por exemplo, não saibam como cresce e se ramifica uma árvore, ou como se forma um fruto ou uma semente.
E era tão simples e educar na biologia!
Tomemos como exemplo a reprodução e a taxonomia dos grandes grupos de plantas com semente. Um Chamaecyparis lawsoniana e uma cerejeira cultivados nos taludes do recreio são material suficiente para explicar com detalhe os conceitos de espermatófito, gimnospérmica e angiospérmica, e explorar a evolução da flor, a polinização, a fecundação, a formação do fruto e da semente, e a dispersão nas plantas com semente. Para tal, bastaria sair da sala de aula num dia soalheiro do mês de Março, colher estruturas reprodutivas e flores, e desmontá-las em laboratório.
As plantas representadas nas imagens são gimnospérmicas, um dos dois grandes grupos de plantas com semente (= espermatófitas). As espermatófitas reúnem, portanto, as gimnospérmicas e as angiospérmicas (= plantas com flor). Gimnospérmica significa, literalmente, semente (sperm) nua (gymno). Por conseguinte, nas gimnospérmicas nem os primórdios seminais estão encerrados numa espécie de saco (num ovário) como nas angiospérmicas, nem as sementes em frutos. As gimnospérmicas produzem frutificações, as angiospérmicas frutos; as frutificações são estróbilos femininos maduros, os frutos ovários maduros.
O Prof. E. O. Wilson (in Biophilia aqui) diz-nos que a espécie humana têm uma enorme facilidade (e necessidade) para percepcionar as formas e estabelecer laços com os seres vivos. A escola tem que facilitar e não impedir a expressão desta pulsão.
E era tão simples e educar na biologia!
Tomemos como exemplo a reprodução e a taxonomia dos grandes grupos de plantas com semente. Um Chamaecyparis lawsoniana e uma cerejeira cultivados nos taludes do recreio são material suficiente para explicar com detalhe os conceitos de espermatófito, gimnospérmica e angiospérmica, e explorar a evolução da flor, a polinização, a fecundação, a formação do fruto e da semente, e a dispersão nas plantas com semente. Para tal, bastaria sair da sala de aula num dia soalheiro do mês de Março, colher estruturas reprodutivas e flores, e desmontá-las em laboratório.
Estróbilos femininos de Chamaecyparis lawsoniana (Cupressaceae), uma planta indígena da costa leste da América do Norte. Na foto observam-se numerosos primórdios seminais, com uma gota de polinização pronta para capturar e transportar os grãos de pólen para vizinhança do gâmeta feminino. O gâmeta feminino, a oosfera, está protegida no interior do primórdio seminal. Os primórdios estão inseridos na axila de pequenas escamas férteis que mais tarde, na maturação, darão origem às escamas dos gálbulos (frutificações das cupressáceas). As escamas férteis dos Pinales (= coníferas), ordem a que pertencem as famílias Cupressaceae e Pinaceae, são tendencialmente interpretadas como caules modificados. Os primórdios seminais depois de fecundados transformam-se em sementes.
Estróbilos masculinos de Chamaecyparis lawsoniana (Cupressaceae). Na fotografia observam-se sacos polínicos, ainda por abrir, inseridos em grupos de três, por baixo de pequenas escamas.
As plantas representadas nas imagens são gimnospérmicas, um dos dois grandes grupos de plantas com semente (= espermatófitas). As espermatófitas reúnem, portanto, as gimnospérmicas e as angiospérmicas (= plantas com flor). Gimnospérmica significa, literalmente, semente (sperm) nua (gymno). Por conseguinte, nas gimnospérmicas nem os primórdios seminais estão encerrados numa espécie de saco (num ovário) como nas angiospérmicas, nem as sementes em frutos. As gimnospérmicas produzem frutificações, as angiospérmicas frutos; as frutificações são estróbilos femininos maduros, os frutos ovários maduros.
Se clicarem na etiqueta "morfologia vegetal" à vossa direita encontrarão alguma informação sobre a flor. Estão publicados inúmeros livros onde aprofundar estes assuntos.
O Prof. E. O. Wilson (in Biophilia aqui) diz-nos que a espécie humana têm uma enorme facilidade (e necessidade) para percepcionar as formas e estabelecer laços com os seres vivos. A escola tem que facilitar e não impedir a expressão desta pulsão.
[fotos CA]
segunda-feira, 16 de março de 2009
Ensino da morfologia de plantas em Portugal
A história recente em Portugal do estudo da forma das plantas, i.e. a morfologia botânica, foi condicionada pela publicação de dois documentos de grande erudição nas décadas de 60 e 70. Refiro-me concretamente a J.C. Vasconcelos, Noções sobre a Morfologia Externa das Plantas Superiores, 1969 e R. B. Fernandes, Glossário de termos botânicos, 1972. Estes dois trabalhos significaram um grande progresso na época mas, de algum modo, cristalizaram o ensino da forma das plantas a nível secundário e universitário. A morfologia botânica, porém, progrediu significativamente nos últimos 40 anos. Novos caminhos foram abertos; e.g. arquitectura de árvores, de plantas herbáceas e de inflorescências, conceito de potencial meristemático e sindromas de polinização e de dispersão. Numerosos artigos e livros seminais foram publicados sobre o tema, regra geral, sem grandes consequências nos curricula de biologia portugueses; e.g.: L. J. Hickey, Classification of the architecture of dicotyledonous leaves, 1972; F. Hallé et al., Tropical Trees and Forests: An Architectural Analysis, 1978; O. Weberling, Morphology of Flowers and Inflorescences, 1992. Não faltam, também, bons livros-texto; e.g. A. D. Bell, Plant Form, 2008.
Hoje em dia os caracteres moleculares são tão ou mais valorizados do que os caracteres morfológicos no estabelecimento de filogenias, na exploração de padrões filogeográficos ou na caracterização de taxa. No entanto, os caracteres moleculares são pouco práticos, ou insuficientes, na prática diária de muitas ciências (e.g. agronomia, silvicultura, ecologia vegetal e biologia da conservação de plantas). Por outro lado, sendo o fenótipo um produto directo da expressão génica a exploração das bases moleculares da vida vegetal não pode ser destacado do estudo da estrutura interna e interna das plantas. Também não há boa taxonomia, nem boa biologia evolucionária de plantas, sem bases sólidas de morfologia vegetal. Por fim, a morfologia vegetal é uma ciência insubstituível porque tem propriedades emergentes, i.e. a descida ao gene, percorrendo todos os níveis de complexidade intermédios (e.g. anatomia vegetal), não é suficiente para explicar a forma das plantas (vd. Donald R. Kaplan, The Science of Plant Morphology: Definition, History, and Role in Modern Biology, 2001).
A perda de importância e o anquilosamento do estudo da forma das plantas está correlacionado com a perda de importância da botânica, sobretudo da botânica sistemática, nos curricula de ensino liceal e universitário em Portugal. Esta tendência merecerá, a seu tempo, uma reflexão mais profunda.
Hoje em dia os caracteres moleculares são tão ou mais valorizados do que os caracteres morfológicos no estabelecimento de filogenias, na exploração de padrões filogeográficos ou na caracterização de taxa. No entanto, os caracteres moleculares são pouco práticos, ou insuficientes, na prática diária de muitas ciências (e.g. agronomia, silvicultura, ecologia vegetal e biologia da conservação de plantas). Por outro lado, sendo o fenótipo um produto directo da expressão génica a exploração das bases moleculares da vida vegetal não pode ser destacado do estudo da estrutura interna e interna das plantas. Também não há boa taxonomia, nem boa biologia evolucionária de plantas, sem bases sólidas de morfologia vegetal. Por fim, a morfologia vegetal é uma ciência insubstituível porque tem propriedades emergentes, i.e. a descida ao gene, percorrendo todos os níveis de complexidade intermédios (e.g. anatomia vegetal), não é suficiente para explicar a forma das plantas (vd. Donald R. Kaplan, The Science of Plant Morphology: Definition, History, and Role in Modern Biology, 2001).
A perda de importância e o anquilosamento do estudo da forma das plantas está correlacionado com a perda de importância da botânica, sobretudo da botânica sistemática, nos curricula de ensino liceal e universitário em Portugal. Esta tendência merecerá, a seu tempo, uma reflexão mais profunda.
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ensino da botânica,
Morfologia vegetal
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