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quinta-feira, 17 de julho de 2025
Hypericum foliosum Aiton, Hort. Kew. 3: 104. 1789 (Hypericaceae, Malpighiales, Rosanae, Magnoliopsida)
Hypericum foliosum Aiton, Hort. Kew. 3: 104. 1789 (Hypericaceae, Malpighiales, Rosanae, Magnoliopsida), cum Meliscaeva auricollis (Meigen, 1822) (Syrphidae, Diptera, Insecta) - in insula Pico, 31.VII.2005.
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sexta-feira, 21 de maio de 2021
Macaronésia: como as plantas cruzam oceanos, com Jorge Capelo
Muito interessante! Acho que faz todo o sentido partilhar aqui no Blog.
sábado, 26 de setembro de 2015
Lophospermum erubescens D. Don (Plantaginaceae)
Esta belíssima antirrínea de origem mexicana ainda não tinha aqui sido postada:
Lophospermum erubescens D. Don in Sweet, Brit. Fl. Gard., ser. 2: t. 68.
= Asarina erubescens (D. Don) Pennell
= Maurandya erubescens (D. Don) A. Gray,
que se encontra subespontânea em várias ilhas do Arquipélago dos Açores, em locais rochosos secos
Lophospermum erubescens D. Don in Sweet, Brit. Fl. Gard., ser. 2: t. 68.
= Asarina erubescens (D. Don) Pennell
= Maurandya erubescens (D. Don) A. Gray,
que se encontra subespontânea em várias ilhas do Arquipélago dos Açores, em locais rochosos secos
(Franco, Nova Flora de Portugal, II, 1984: 227; Marhold, K.
(2011): Scrophulariaceae. – In: Euro+Med Plantbase - the information resource
for Euro-Mediterranean plant diversity.)
Fotografámo-la na Ilha do Pico, sobre rochas vulcânicas, em 17.VI.2011.
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Euphrasia azorica (Orobanchaceae)
Então, na sequência do post do Jorge Capelo e do comentário do Paulo Araújo, aqui vai uma foto da E. azorica, proveniente da Ilha das Flores.
Estão apresentadas as duas Euphrasia endémicas do Arquipélago Açoreano.
Estão apresentadas as duas Euphrasia endémicas do Arquipélago Açoreano.
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Euphrasia grandiflora Hochst. ex Seub., um endemismo dos Açores
A Euphrasia grandiflora Hochst. ex Seub. é um endemismo açoreano muito raro, que ocorre em populações muito pequenas no grupo central e ocidental. É um planta hemi-parasítica da família das Orobanchaceae, que aqui fotografei em 17.08.11 na base do Pico da Esperança, em S. Jorge, num passeio com a família. Devido à pequena dimensão das populações e pressão sobre o habitat, é expectável que sofra de depressão endogâmica, ou seja - em termos informais - de 'consanguinidade' genética. Como tal, classificar-se-ia como 'ameaçada' de acordo com os estatutos da IUCN.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Duas notas sobre Pittosporum (Pittosporaceae) II
Um destes dias olhei, por puro acaso, para o mapa de distribuição das Pittosporaceae. Fiquei a saber que esta família ocorre em grande parte da África subsariana e que se extende desde o Sudoeste Asiático até à Austrália e à Nova Zelândia. Com uma distribuição desta era inevitável a sua presença em Madagáscar. O aspecto mais curioso, porém, da distribuição à escala global desta família de plantas com flor está na sua abundante presença em ambientes insulares, de tal forma que surge de forma fínícola, bem longe do core da área de distribuição da famíla, na Madeira e no arquipélago das Canárias. Com uma espécie, o Pittosporum coriaceum.
As pittosporáceas estão extintas das Canárias. Os últimos exemplares indígenas do P. coriaceum sobrevivem na laurissilva madeirense, concretamente na laurissilva temperada da Ocotea foetens (Lauraceae) «til». O recém-publicado Livro Vermelho da Flora Europeia (importar lista aqui) atribui-lhe a categoria UICN CR (em perigo crítico). O P. coreaceum é, assim, a árvore mais rara de Portugal e estará no top 3 das espécies arbóres mais ameaçadas da Europa. Com tanto P. undulatum nos Açores, quem diria que um outro Pittosporum, por sinal ameaçado, se esconde nas florestas das nuvens da Ilha da Madeira!
Uma foto de um P. coriaceum cultivado no Jardim Botânico da Madeira.
As pittosporáceas estão extintas das Canárias. Os últimos exemplares indígenas do P. coriaceum sobrevivem na laurissilva madeirense, concretamente na laurissilva temperada da Ocotea foetens (Lauraceae) «til». O recém-publicado Livro Vermelho da Flora Europeia (importar lista aqui) atribui-lhe a categoria UICN CR (em perigo crítico). O P. coreaceum é, assim, a árvore mais rara de Portugal e estará no top 3 das espécies arbóres mais ameaçadas da Europa. Com tanto P. undulatum nos Açores, quem diria que um outro Pittosporum, por sinal ameaçado, se esconde nas florestas das nuvens da Ilha da Madeira!
Uma foto de um P. coriaceum cultivado no Jardim Botânico da Madeira.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Duas notas sobre Pittosporum (Pittosporaceae) I
Duas espécies de Pittosporum são amplamente cultivadas nos nossos jardins: o P. undulatum e o P. tobira. O primeiro tem origem australiana, o segundo é indígena do Japão e China. Ambas espécies têm um porte arbustivo, por vezes arbóreo, e uma copa sempreverde, densa e brilhante, de grande valor ornamental, com proveito para construir sebes altas. O P. undulatum tem folhas de margens onduladas, e o P. tobira folhas espatuladas. As flores são grandes, esbranquiçadas, com o mesmo número de sépalas, pétalas e estames. No P. tobira exalam uma agradável fragrância citrina. Os frutos são verdes e depois amarelos e laranjas em P. undulatum, ou castanhados em P. tobira. As sementes apresentam uma cobertura carnuda e resinosa apetecida pelas aves, que sobresai, pela cor, na deiscência do fruto. O P. undulatum é uma das mais destrutivas invasoras dos Açores. Para além do velho argumento tautológico de que as ilhas têm nichos vagos e que por isso são permeáveis a fenómenos de invasão, parece claro que o P. undulatum se dispersou rapidamente nos Açores com a ajuda do pombo-torcaz, uma ave endémica do arquipélago, e que o uso de fertilizantes incrementou o poder competitivo da planta, já de si elevado. O P. undulatum é uma planta pioneira de solos eutróficos que não teria a gravidade que tem não fora o uso maciço de fertilizantes nas pastagens açoreanas. Depois prefere solos ácidos e húmidos, que nos Açores não faltam. Para cúmulo as sementes germinam sem tratamento.
A constatação da agressividade desta planta, na região conhecida por incenso, nas encostas vizinha à Fajã de Santo Cristo, na formosíssima Ilha de S. Jorge, foi uma das experiências botânicas que mais me impressionaram nos Açores:
A constatação da agressividade desta planta, na região conhecida por incenso, nas encostas vizinha à Fajã de Santo Cristo, na formosíssima Ilha de S. Jorge, foi uma das experiências botânicas que mais me impressionaram nos Açores:
terça-feira, 5 de julho de 2011
Daboecia azorica (Ericaceae) e Anobium punctatum (Anobiidae)



Ainda aqui não tinha sido postada a extraordinária beldade endémica açórica Daboecia azorica Tutin & Warb.
Daboecia azorica Tutin & Warb. Queiró - Portal da Biodiversidade dos Açores
Assim, aqui fica ela!
A acompanhar esta adorável ericácea, deixamos aqui também um curioso coleóptero que gosta de roer os nossos soalhos de madeira (as larvas, não propriamente os adultos):
Common furniture beetle - Wikipedia, the free encyclopedia
Como acompanhamento musical, nada mais apropriado do que os excelentes Beatles, neste caso Martha my dear, uma belíssima homenagem musical de Paul à sua cadela Martha:
YouTube - Martha My Dear - The Beatles (1968)
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segunda-feira, 27 de junho de 2011
Lysimachia azorica (Primulaceae) + 3 borboletas para identificação




Continuando com as plantas açóricas, aqui fica mais um belíssimo endemismo do Arquipélago dos Açores (pertencente à família das Primuláceas):
Lysimachia azorica Hornem. ex Hook., Bot. Mag. 60: t. 3273. 1833,
que consta deste artigo interessantíssimo que encontrámos na Net:
http://www.azoresbioportal.angra.uac.pt/files/publicacoes_AGUIAR06_PlantasVascularesEndemicasArquipelagoAcores.pdf
Aproveitamos a oportunidade para deixar mais três borboletas (domésticas) para eventual identificação por algum dos ilustres entomólogos que frequentam este blog, a quem agradecemos antecipadamente!
Como sugestão musical, deixamos aqui hoje o excelente Ringo Starr, com Goodnight Vienna e Occapella (1974):
YouTube - RINGO STARR GOODNIGHT VIENNA PART 1..GOODNIGHT VIENNA/OCCAPELLA
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Dracaena draco (Ruscaceae) I
O significado geográfico de Macaronésia é claro: designa, colectivamente, os arquipélagos atlânticos dos Açores, Madeira, Selvagens, Canárias e Cabo Verde. O conceito biogeográfico de Macaronésia, pelo contrário, não faz sentido.
A justificação de uma região biogeográfica Macaronésica assenta, tradicionalmente, na presença de alguns taxa peculiares de carácter reliquial, e.g. Myrica faya, Dracaena draco, Laurus e Euphorbia subsect. Pachycladae, e na partilha (muito desigual) de uma radiação adaptativa em alguns géneros, entre os quais se contam os inevitáveis Echium (Boraginaceae), mas também Artemisia (Asteraceae), Euphorbia (Euphorbiaceae), Globularia (Plantaginaceae), Sonchus (Asteraceae), Tolpis (Asteraceae), Erysimum (Brassicaceae), Lotus (Fabaceae), Festuca (Poaceae) ou Deschampsia (Poaceae). Embora os arquipélagos da Madeira, Selvagens e Canárias tenham um elemento florístico e "vegetacional" comum assinalável, a semelhança da sua flora e coberto vegetal com os Açores, a Norte, ou com Cabo Verde, a Sul, é marginal. Não vale a pena sequer perder tempo a procurar pontes entre a flora e a vegetação tropical árida a desértica de Cabo Verde, e o verde luxuriante dos Açores.
Fiz uma leitura rápida das Floras e das checklists das plantas-com-flor dos arquipélagos de Cabo Verde, Canárias, Madeira e Açores e encontrei uma única espécie indígena comum a todos eles, a Dracaena draco. Isto, partindo do princípio que não andam por aí perdidas uma, ou mais, Dracaena por descrever.
A justificação de uma região biogeográfica Macaronésica assenta, tradicionalmente, na presença de alguns taxa peculiares de carácter reliquial, e.g. Myrica faya, Dracaena draco, Laurus e Euphorbia subsect. Pachycladae, e na partilha (muito desigual) de uma radiação adaptativa em alguns géneros, entre os quais se contam os inevitáveis Echium (Boraginaceae), mas também Artemisia (Asteraceae), Euphorbia (Euphorbiaceae), Globularia (Plantaginaceae), Sonchus (Asteraceae), Tolpis (Asteraceae), Erysimum (Brassicaceae), Lotus (Fabaceae), Festuca (Poaceae) ou Deschampsia (Poaceae). Embora os arquipélagos da Madeira, Selvagens e Canárias tenham um elemento florístico e "vegetacional" comum assinalável, a semelhança da sua flora e coberto vegetal com os Açores, a Norte, ou com Cabo Verde, a Sul, é marginal. Não vale a pena sequer perder tempo a procurar pontes entre a flora e a vegetação tropical árida a desértica de Cabo Verde, e o verde luxuriante dos Açores.
Fiz uma leitura rápida das Floras e das checklists das plantas-com-flor dos arquipélagos de Cabo Verde, Canárias, Madeira e Açores e encontrei uma única espécie indígena comum a todos eles, a Dracaena draco. Isto, partindo do princípio que não andam por aí perdidas uma, ou mais, Dracaena por descrever.
Dracaena draco (Ruscaceae) «dragoeiro», algures nos Açores
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Smilax azorica (Smilacaceae)
Seguindo o exemplo do ilustre botânico JCapelo, aqui fica uma outra Smilax endémica, esta do Arquipélago dos Açores. Pensamos que se trata da Smilax azorica H.Schaef. & P.Schönfelder, Homenaje al Prof. Dr. Wolfredo Wildpret de la Torre 304. 2009. Este nome substitui o anterior Smilax divaricata Sol. ex H.C.Watson London J. Bot. iii. (1844) 608, por razões nomenclaturais, conforme aqui se pode consultar:
IPNI Plant Name Query Results
Supomos que esta bela espécie é um endemismo raro das Ilhas dos Açores, onde se pode encontrar na laurissilva, a exemplo da sua congénere madeirense que ontem foi publicada neste blog.
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Viburnum treleasei (Adoxaceae)

Viburnum treleasei «folhado-dos-açores» (Adoxaceae). N.b. frutos carnudos, de dispersão ornitocórica (= dispersos por aves), como acontece com a maioria dos arbustos indígenas dos Açores [Terceira, Açores; foto C. Aguiar]
Temos ainda mais dois Viburnum na nossa flora. O V. tinus, o vulgar «folhado», tem uma distribuição mediterrânica, estando presente em Portugal desde Trás-os-Montes ao Algarve, em áreas de clima mediterrânico não muito frio e com alguma oceanidade. O V. tinus é um dos arbustos mais cultivados nos jardins nacionais. O V. treleasei (= V. tinus subsp. subcordatum) é um endemismo açoreano, citado para todas as ilhas do arquipélago excepto a Graciosa, morfologicamente muito próximo do V. tinus.
O V. tinus é putativamente a espécie-irmã - i.e. admite-se que estas duas espécies partilham um ancestral comum, sem descendentes adicionais - ou a espécie ancestral do V. treleasei. A história evolutiva do V. treleasei pode, no entanto, encerrar muitas surpresas porque as relações evolutivas entre o V. treleasei e o endemismo canarino V. rigidum não foram ainda elucidadas, creio.
sábado, 25 de julho de 2009
Arceuthobium azoricum (Santalaceae)
Termino a minha "saison" de posts com uma foto do perturbador Vulcão do Pico (Ilha do Pico, Arquipélago dos Açores)...

e a foto de um invulgar endemismo açoriano, o Arceuthobium azoricum.

Encontrei este parasita obrigatório de Juniperus brevifolia «zimbro-dos-açores» (Cupressaceae), outro endemismo açoriano, na base do tremendo estratovulcão da Ilha do Pico.
Recentemente, foi proposta a transferência do género Arceuthobium para a família Santalaceae «família do sândalo».
Existe uma citação muito antiga de Arceuthobium oxycedri, a parasitar Juniperus oxycerdrus, em Portugal Continental; alvíssaras para quem o redescobrir :-)
A flora, a vegetação e as paisagens da Ilha do Pico são tão belas que até doi.
Volto em Setembro.
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segunda-feira, 6 de julho de 2009
Vaccinium padifolium & V. cylindraceum (Ericaceae)
Vaccinium cylindraceum, planta açoreana (foto: J.Capelo, 2003; clique para aumentar)
Vaccinium padifolium, planta madeirense (foto: J. Capelo, 2006; clique para aumentar)Vaccinium padifolium Sm. é um arbusto da família das ericáceas, frequente nos urzais de Erica platycodon subsp. maderincola, até aos 1500 m.s.m. na Ilha da Madeira. Vaccinium cylindraceum Sm. é do arquipélago dos Açores, de urzais de Erica azorica. Foram ambos descritos por James Edward Smith (1759-1828). O primeiro tem a corola campanulada e o segundo a corola tubulosa. Ambos servem para fazer doces e geleias ou para ser comido crú, como o seu congénere continental, o mirtilo: V. myrtillus L. Os três são plantas com antepassados paleo-temperados arto-terciários (circumpolar). Mesmo na Madeira não é tudo sub-tropical thetysiano. Outros exemplos são: Sorbus maderensis na Madeira e Juniperus cedrus nos Açores!
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