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sábado, 22 de junho de 2024
Alyssum serpyllifolium Desf. = Odontarrhena serpyllifolia (Desf.) Jord. & Fourr. (Cruciferae)
Alyssum serpyllifolium Desf. = Odontarrhena serpyllifolia (Desf.) Jord. & Fourr.; syn.: Alyssum Pintodasilvae T.R. Dudley (Cruciferae = Brassicaceae, Brassicales), planta culta in horto botanico conimbricense (BL: Coimbra), alt. ca. 80 m, 17.VI.2024.
quarta-feira, 7 de junho de 2023
Albânia, pr. Korça, 11.VI.2017, vegetação serpentinícola, de rochas ultra-básicas - II: Anthyllidetum Vulnerariae?
Albânia, pr. Korça, 11.VI.2017, vegetação serpentinícola, de rochas ultra-básicas, dominada por leguminosas de flores amarelas: Anthyllidetum Vulnerariae?
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Albânia, pr. Korça, 11.VI.2017, vegetação serpentinícola, de rochas ultra-básicas
Albânia, pr. Korça, 11.VI.2017, vegetação serpentinícola, de rochas ultra-básicas, dominada por compostas, crucíferas, gramíneas e leguminosas (Anthyllis cf. Vulneraria, por exemplo).
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domingo, 14 de novembro de 2021
Silene conica L. (Caryophyllaceae)
Silene conica L. (Caryophyllaceae, Caryophyllales), fotografada na Albânia, pr. Korça, alt. acima dos 1000 m, sobre rochas ultrabásicas, em 11.VI.2017.
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domingo, 14 de janeiro de 2018
Velezia rigida L. (Caryophyllaceae)
Para começarmos bem o ano 2018, neste mês de Janeiro tão frio, trazemos aqui hoje uma planta que fotográfamos numa época bem mais quente: Velezia rigida L. (Caryophyllaceae), uma planta anual de distribuição eurasiática e mediterrânica (http://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameId=100867&PTRefFk=7200000), que fotografámos em TM: Bragança: Rebordãos, no castelo arruinado e serpentinoso de Rebordãos, onde predominam as rochas ultra-básicas, que em Portugal são tão características do NE transmontano. A foto é de 16.VI.2005, quase no Verão de um ano bem quente e seco. Podem ver-se também as aristas de uma gramínea (Bromus sp.??) da mesma cor avermelhada da nossa bela Velezia rigida.
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
Morina persica L. (Morinaceae)
Como postal de Natal de
2017, e com os nossos votos de Boas Festas e um ano de 2018 harmonioso e
próspero, trazemos hoje aqui a belíssima Morina persica L. (Morinaceae), uma planta que
se pode encontrar nas montanhas da regiões Balcânica e Mediterrânica Oriental
(cf. Domina, G. (2017+): Morinaceae. – In: Euro+Med
Plantbase - the information resource for Euro-Mediterranean plant diversity.: http://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameCache=Morina%20persica&PTRefFk=7500000).
Fotografámo-la nas montanhas serpentínicas próximas de Boboshticë (Albânia: condado de Korçë), alt. ca. 1300 m, em 11.VI.2017.
Fotografámo-la nas montanhas serpentínicas próximas de Boboshticë (Albânia: condado de Korçë), alt. ca. 1300 m, em 11.VI.2017.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Duas linárias (Plantaginaceae), uma centáurea (Compositae) e uma borboleta





Tal como o nome do poste indica, trazemos hoje aqui duas linárias (Plantaginaceae), uma centáurea (Compositae) e uma borboleta (para eventual identificação!).
Uma das linárias é a já bem conhecida Linaria aeruginea ( Gouan ) Cav.
Elench. Pl. Horti Matr. 21 (1803); cf. Rothm. in Fedde, Repert. xlix. 52(1940).
= Antirrhinum aerugineum Gouan Illustr. 38. (basion.)
IPNI Plant Name Details
A centáurea poderá ser talvez a Centaurea micrantha Hoffmanns. & Link -- Fl. Portug. [Hoffmannsegg] 2: 220. [1820-1834] (IK)
IPNI Plant Name Query Results,
mas também poderá tratar-se de outra espécie semelhante...
A linária mais seca não sabemos qual é, mas talvez algum ilustre botânico a possa identificar... let's hope so!
Tanto as linárias como a centáurea e a borboleta são provenientes de Bragança, Serra de Rebordãos, pr. Rebordãos, zona de rochas ultrabásicas, entre 950 e 1200 m.
Como sugestão musical, fica hoje It's All Too Much, do genial George Harrison:
It's All Too Much - The Beatles - YouTube
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sábado, 30 de outubro de 2010
Ctenopsis delicatula (Poaceae)
Na senda de um post anterior (aqui), mais um cadáver de uma gramínea anual de identificação automática. Pena é que esta planta seja tão rara em Portugal.
As espiguetas unilaterais (todas viradas para o mesmo lado) deste endemismo ibérico ocidental aproximam-no das vulgaríssimas Vulpia. De facto, nas árvores filogenéticas obtidas com dados moleculares Ctenopsis surge embebido com numerosas Vulpia num mesmo clado (vd. aqui).
Ctenopsis delicatula (Poaceae) [rochas ultrabásicas do Monte de Morais, Macedo de Cavaleiros]. Fotos bem mais interessantes do que esta disponíveis aqui.
As espiguetas unilaterais (todas viradas para o mesmo lado) deste endemismo ibérico ocidental aproximam-no das vulgaríssimas Vulpia. De facto, nas árvores filogenéticas obtidas com dados moleculares Ctenopsis surge embebido com numerosas Vulpia num mesmo clado (vd. aqui).
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Saxifraga dichotoma Willdenow subsp. albarracinensis (Pau) D.A. Webb (Saxifragaceae)
Deixo aqui uma saxífraga algo semelhante à Saxifraga granulata L., mas que parece ser antes a Saxifraga dichotoma Willdenow subsp. albarracinensis (Pau) D.A. Webb = Saxifraga albarracinensis Pau (basion.) - Muito obrigado ao ilustre botânico Carlos Aguiar pela excelente sugestão identificativa, que nos parece ser absolutamente correcta!
Saxifraga dichotoma subsp. albarracinensis (Pau) D. A. Webb, é um endemismo exclusivo da Península Ibérica (Marhold, K. (2011): Saxifragaceae. – In: Euro+Med Plantbase - the information resource for Euro-Mediterranean plant diversity: http://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameId=31419&PTRefFk=7200000).
A foto de cima foi obtida em 7 de Abril de 2004 nas rochas básicas ou ultrabásicas do castelo de Rebordãos, pr. Bragança, na Serra de Rebordãos ou de Nogueira.
A foto de baixo foi obtida no monte da Senhora do Monte ou do Vencimento, no conc. de S. João da Pesqueira, no Sul da província de TM, a sul do rio Douro, 29TPF3057, alt. ca. 780 m, 28.III.2004.
Este local representa um alargamento muito significativo da área de distribuição desta espécie rara em Portugal, quase 100 km para SW em relação aos outros locais conhecidos!
sábado, 6 de junho de 2009
Alyssum serpillifolium subsp. lusitanicum (Brassicaceae) II
O A. serpillifolium subsp. lusitanicum tem uma característica fisiológica muito curiosa: hiperacumula níquel (Ni). Este metal pesado pode ultrapassar a concentração de 35 g Ni/kg matéria seca, i.e. representar mais de 3,5 % do peso seco desta planta.

Qualquer planta suporta uma comunidade de herbívoros que vivem à sua custa. Está provado que o Ni entra nas cadeias tróficas através dos herbívoros que consomem Alyssum. Bem perto de minha casa, no termo de Samil, os gafanhotos que pastam Alyssum revelaram teores elevados de Ni: estão naturalmente contaminados com metais pesados!

Existem várias explicações para a hiperacumulação de Ni (e de outros metais pesados) nos tecidos das plantas, todas elas partindo do princípio que acumulação de grandes quantidades de Ni é adaptativa, i.e. que aumenta o sucesso reprodutivo dos seus portadores. As hipóteses mais plausíveis são: 1) a defesa contra herbívoros e microorganismos patogénicos (hipótese da defesa); 2) enriquecimento superficial do solo em Ni de modo a conter potenciais plantas competidoras (hipótese da alelopatia).
A hiperacumulação de Ni (por convenção plantas com mais de 1 g Ni/kg peso seco) está comprovada em mais de 320 espécies de plantas vasculares, a maioria delas pertencentes às famílias Euphorbiaceae, Flacourtiaceae (família hoje em dia incluida nas Salicaceae), Sapotaceae, Violaceae, Buxaceae e Brassicaceae.
Na Europa as plantas hiperacumuladoras de Ni são todas Brassicáceas, pertencentes a dois géneros: Alyssum e Thlaspi. Estão descritos perto de 50 microendemismos no género Alyssum que hiperacumulam Ni, dois deles na Península Ibérica: o A. serpillifolium subsp. lusitanicum, no NE de Portugal e Galiza, e o A. malacitanum, no SE da Andaluzia.
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sexta-feira, 5 de junho de 2009
Alyssum serpyllifolium subsp. lusitanicum (Brassicaceae) I
O A. serpillifolium subsp. lusitanicum (= A. pintodasilvae) é uma pequeno arbusto da família da couve (Brassicaceae), supostamente endémico das rochas ultrabásicas do NE de Portugal (Maciços de Morais e de Bragança-Vinhais) e da Galiza (Melides). Encontra-se, neste momento, em plena floração cobrindo de um manto amarelo os serpentinitos transmontanos.


Comunidade de A. serpillifolium subsp. lusitanicum (Samil, Bragança) [foto C. Aguiar]
Esta espécie coloniza solos recentemente abandonados pela agricultura cerealífera e margens de caminhos. Embora menos abundante é frequente em estevais de Cistus ladanifer e Genista hystrix e em comunidades herbáceas vivazes.
A regeneração do Alyssum depende da perturbação do solo. A mobilização mecânica do solo, a movimentação dos animais domésticos, as fossadas dos javalis ou os ciclos de congelamento-descongelamento da superfície do solo nos dias frios de Inverno facilitam a instalação desta espécie. A sua abundância está, em grande medida, relacionada com o historial recente de uso agrícola do solo.
A correlação entre a presença desta espécie e os afloramentos de rochas ultrabásicas é absoluta. Uma boa ajuda para os especialistas em cartografia geológica e para os prospectores de minerações de níquel, crómio e platina.
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terça-feira, 19 de maio de 2009
Astragalus incanus subsp. nummularioides (Fabaceae)
O género Astragalus, com mais de 2500 espécies, é, muito provavelmente, o mais diverso entre todas as plantas flor (angiospérmicas).
O número de espécies descritas nos territórios que se estendem desde a Turquia até à Índia, nos domínios da Flora Orientalis do grande botânico suíço Pierre Edmond Boissier (disponível, por exemplo, aqui), é estonteante. Só a Turquia tem cerca de 460 espécies dispersas por 61 secções!
O género Astragalus tem uma presença bem mais modesta em Portugal (13 espécies), entre outras razões porque no nosso país dominam os solos derivados de rochas ácidas.
O Astragalus incanus subsp. nummularioides em Portugal é exclusivo dos afloramentos de rochas ultrabásicas do Maciço de Bragança-Vinhais. O seu período de floração decorre entre o final de Abril e o início de Maio. Esta espécie tem uma raiz enorme e espessa, uma adaptação comum a várias espécies que habitam os serpentinitos nordestinos.
Astragalus incanus subsp. nummularioides (Fabaceae)
quarta-feira, 25 de março de 2009
Gagea pratensis (Liliaceae)
Neste último fim de semana dei uma voltinha nas rochas ultrabásicas nordestinas. Reencontrei a Gagea pratensis. Esta espécie é, sem dúvida, a planta mais rara do género em Portugal. Tem a particularidade de, no nosso país, ser exclusiva dos afloramentos ultrabásicos do maciço de Bragança-Vinhais. Como acontece com as restantes espécies indígenas do género gosta de solos muito delgados, com cascalho grosseiro à superfície e um substrato rochoso bem fissurado. As comunidades com Gagea, Ornithogalum, Poa bulbosa, Scleranthus, Sedum, etc. estão todas por estudar. Um bom tema para quem se quiser descrever novas comunidades de plantas.
Gagea pratensis (Liliaceae) [foto C. Aguiar]
domingo, 25 de janeiro de 2009
Jonopsidium abulense (Brassicaceae)

A Primavera aproxima-se. As primeiras plantas a florirem em Portugal continental pertencem, marioritariamente, à família da couve, às Brassicaceae. O início da Primavera nos solos ultrabásicos de Trás-os-Montes é marcado pela floração do Jonopsidium abulense, uma pequena planta anual endémica do N e C peninsular. Por vezes as populações desta espécie são tão numerosas e densas que o monte se cobre de um extenso e contínuo tapete branco. Março é a melhor altura para fotografar o J. abulense, por exemplo, no Monte de Morais (Macedo de Cavaleiros). Curiosamente, em Espanha, o J. abulense é uma infestante de solos pobres derivados de calcários (foto C. Aguiar).
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