sábado, 24 de dezembro de 2011

Scleroderma citrinum (Sclerodermataceae) e outras plantas
















Com os nossos votos de um santo Natal de 2011 e um próspero Ano 2012, para todos os nossos leitores e camaradas blogueiros, trazemos aqui o belíssimo cogumelo Scleroderma citrinum Pers., Syn. meth. fung. (Göttingen) 1: 153 (1801) (Sclerodermataceae, Boletales, Agaricomycetidae, Agaricomycetes, Basidiomycota, Fungi)
(http://www.speciesfungorum.org/Names/GSDSpecies.asp?RecordID=181865),
que encontrámos em 22 de Maio de 2003, num pinhal bravo de Pinus Pinaster (Pinaceae) com vegetação arbustiva baixa acidófila da classe Calluno-Ulicetea, incluindo Agrostis Curtisii (Gramineae), Calluna vulgaris (Ericaceae), Halimium alyssoides (Cistaceae), Monotropa Hypopitys (Ericaceae), Ulex minor (Leguminosae) ... no conc. de Moimenta da Beira, pr. de Alva.


E como Vénus traz a Paz e Júpiter traz a Alegria, e ambos brilham intensamente no céu, nesta noite de Natal, aqui ficam:
http://www.youtube.com/watch?v=oKvG0RU4_fI
http://www.youtube.com/watch?v=Nz0b4STz1lo
http://en.wikipedia.org/wiki/The_Planets

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Comemorando o Solstício de Inverno e o Natal (várias famílias)












Para comemorar devidamente o Solstício de Inverno (hoje) e o Natal (em breve), nada como apresentar algumas belas plantas que se apresentam actualmente em floração ou frutificação!
Assim, aqui ficam imagens das seguintes seis espécies, que podem, na sua maioria (exceptuando a Oxalis e a Pteris) surgir no seio dos carvalhais das classes de vegetação florestal Querco-Fagetea e Quercetea Ilicis:
Pteris vittata L., um feto pouco comum em Portugal (Pteridaceae);
Ilex aquifolium L., um fanerófito (Aquifoliaceae), o azevinho;
Arisarum simorrhinum Durieu, um geófito (Araceae);
Tamus communis L., um geófito (Dioscoreaceae);
Ruscus aculeatus L., um caméfito (Asparagaceae);
Oxalis pes-caprae L., um geófito, com capacidades invasivas (Oxalidaceae).

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Asclepias incarnata L. (Apocynaceae)





Ainda aqui não tinha sido postada esta beldade, a erva do leite dos pântanos ("swamp milkweed"), um endemismo exclusivamente norte-americano:
Asclepias incarnata L., Sp. Pl. 1: 215. 1753 [1 May 1753].


Pertencia tradicionalmente às Asclepiadaceae, mas agora faz parte das Apocynaceae, de acordo com o famoso e revolucionário APG III.

(http://www.ipni.org/ipni/idPlantNameSearch.do?id=94351-1
http://plants.usda.gov/java/profile?symbol=ASIN
http://en.wikipedia.org/wiki/Asclepias_incarnata)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Tetrapanax papyrifer (Hook.) K.Koch (Araliaceae)








Ainda aqui não tinha aparecido esta araliácea: Tetrapanax papyrifer (Hook.) K.Koch = Aralia papyrifera Hook.
Trata-se de uma bela planta de jardim, muito ornamental, que cresce rapidamente e parece propagar-se bem, através de estolhos.
É nativa e endémica da Ásia Oriental: Japan - Ryukyu Islands; Taiwan
(http://www.ars-grin.gov/cgi-bin/npgs/html/taxon.pl?36394;
http://www.efloras.org/florataxon.aspx?flora_id=2&taxon_id=200015315).

sábado, 3 de dezembro de 2011

Coprinus comatus (Agaricaceae) e Lunularia cruciata (Lunulariaceae)







Estes belíssimos cogumelos, recentemente fotografados num jardim, parecem-nos ser Coprinus comatus (O.F. Müll.) Pers., Tent. disp. meth. fung. (Lipsiae): 62 (1797) = Agaricus comatus O.F. Müll., Fl. Danic. 5: tab. 834 (1780), espécie pertencente à família Agaricaceae, ordem Agaricales, subclasse Agaricomycetidae, classe Agaricomycetes, subdivisão Agaricomycotina e divisão Basidiomycota, do reino Fungi.
(http://www.indexfungorum.org/Names/NamesRecord.asp?RecordID=142713)

É também possível observar uma bela hepática, bem verde, possivelmente a Lunularia cruciata (L.) Dumortier, 1822 (a única espécie do género Lunularia Adans. e da família Lunulariaceae).
(http://plants.usda.gov/java/profile?symbol=LUCR5;
http://en.wikipedia.org/wiki/Lunularia)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Duas notas sobre Pittosporum (Pittosporaceae) I

Duas espécies de Pittosporum são amplamente cultivadas nos nossos jardins: o P. undulatum e o P. tobira. O primeiro tem origem australiana, o segundo é indígena do Japão e China. Ambas espécies têm um porte arbustivo, por vezes arbóreo, e uma copa sempreverde, densa e brilhante, de grande valor ornamental, com proveito para construir sebes altas. O P. undulatum tem folhas de margens onduladas, e o P. tobira folhas espatuladas. As flores são grandes, esbranquiçadas, com o mesmo número de sépalas, pétalas e estames. No P. tobira exalam uma agradável fragrância citrina. Os frutos são verdes e depois amarelos e laranjas em P. undulatum, ou castanhados em P. tobira. As sementes apresentam uma cobertura carnuda e resinosa apetecida pelas aves, que sobresai, pela cor, na deiscência do fruto. O P. undulatum é uma das mais destrutivas invasoras dos Açores. Para além do velho argumento tautológico de que as ilhas têm nichos vagos e que por isso são permeáveis a fenómenos de invasão, parece claro que o P. undulatum se dispersou rapidamente nos Açores com a ajuda do pombo-torcaz, uma ave endémica do arquipélago, e que o uso de fertilizantes incrementou o poder competitivo da planta, já de si elevado.  O P. undulatum é uma planta pioneira de solos eutróficos que não teria a gravidade que tem não fora o uso maciço de fertilizantes nas pastagens açoreanas. Depois prefere solos ácidos e húmidos, que nos Açores não faltam. Para cúmulo as sementes germinam sem tratamento.
A constatação da agressividade desta planta, na região conhecida por incenso, nas encostas vizinha à Fajã de Santo Cristo, na formosíssima Ilha de S. Jorge, foi uma das experiências botânicas que mais me impressionaram nos Açores:

domingo, 27 de novembro de 2011

Aristolochia gigantea (Aristolochiaceae)

Ao ler um dos últimos posts do ZG lembrei-me de uma outra curiosa e sugestiva trepadeira do género Aristolochia, de origem brasileira, que em tempos fotografei no Jardim Botânico do Funchal.
Aqui está ela:

Aristolochia gigantea

O brasileiros chamam-lhe papo-de-perú; faz sentido. Como muitas outras Aristolochia é polinizada por moscas e liberta, por isso, um odor desagradável.