sábado, 19 de fevereiro de 2011

Eschscholzia californica (Papaveraceae)



















Esta verdadeira princesa da Califórnia, um endemismo norte-americano, felizmente subespontânea em Portugal, é, actualmente, uma das mais belas plantas da nossa flora!

Eschscholzia californica Cham., Horae Physicae Berolinensis 1820
Type Information: "Habitat in arenis sterilibus siccis ad portum Sancti Francisci Californiae. Nunc, semine adlato, in hortis nostris, favente coelo, hospitabitur."
IPNI Plant Name Details
Eschscholzia californica in Flora of North America @ efloras.org
California poppy - Wikipedia, the free encyclopedia

Muito ornamental, a Papoila da Califórnia embeleza frequentemente as margens dos nossos caminhos e estradas.

Para acompanhamento musical, nada mais apropriado do que ouvir o grande Brian Wilson, o mais famoso compositor californiano:
YouTube - The Wondermits (Brian Wilson)-Mexican Girl
YouTube - Brian Wilson - Good Kind Of Love
YouTube - BRIAN WILSON - JUST LIKE ME AND YOU [HQ]

8 comentários:

  1. ZG, o "felizmente subspontânea" é capaz de não ter muitos aderentes ... Digamos que a tua opinião é pouco ortodoxa.
    É certo que algumas das plantas do agrado de botânicos e conservacionistas são arqueófitos, i.e. plantas introduzidas antes da movida dos descobrimentos. Entre elas temos Chrysanthemum segetum, Agrostemma githago, certamente várias Veronica (e.g. V. persica) e Papaver, algumas infestantes de Primavera-Verão (e.g. Digitaria), e por aí adiante. A estas espécies haveria que acrescentar árvores como Populus nigra e, possivelmente, Ulmus minor. Por outro lado, o cidadão não botânico já gosta da E. californica e os botânicos daqui umas dezenas de anos, se ainda os houver, são capazes de mudar de opinião sobre a dita. Mas, cuidado, esta argumentação, mais recorrente do que eventualmente supomos, não serve para justificar introduções e "inevitabilidades" nos fenómenos invasivos num mundo globalizado: construir éticas em cima de fenómenos que se desenrolam em distintos contextos históricos e escalas temporais é um sofisma. A beleza das plantas como critério ético é ainda menos válido.

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  2. Muito obrigado, Carlos, pelo teu excelente e tempestivo comentário!!
    Quanto à pouca ortodoxia das minhas opiniões, concordo inteiramente - aliás, sendo apenas um humilde botânico amador, não tenho que ser excessivamente ortodoxo...
    Acho que já se tinha aqui falado neste interessante problema a propósito da Hydrangea dos Açores ou das Hákeas que existem por aí...
    De qualquer forma, parece-me que a existência entre nós de algumas plantas ruderais exóticas não constituirá grande perigo para a nossa flora endémica tão variada e tão rica...
    Já dizia o grande A.R. Pinto da Silva, acerca de uma outra bela espécie americana «(...) torna-se cada vez mais vulgar, com as garrridas flores, o Tropaeolum majus L., que convém deixar em paz na sua generosa missão de tapar misérias...» (Pinto da Silva, A Flora da Serra de Sintra, 1991: 21).
    Um abraço, ZG

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  3. És muito mais do que um humilde botânico amador, ZG!
    Bom, gostei do remate, da referência ao T. majus. Sem dúvida uma generosa missão esta a de tapar entulhos de construção e casas esbarrocadas, quantas vezes partilhada com a Papaver somniferum. Mais um testemunho da argúcia que caracterizava o Engº Pinto da Silva.
    Um abraço também para ti.

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  4. Bem hajas, Carlos, mais uma vez!
    Pois, vale sempre a pena citar os verdadeiros mestres!

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  5. Carlos, acho que querias dizer Veronica polita, já que Veronica persica é um neófito.
    http://www.springerlink.com/content/mm41835482g16864/

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  6. Já agora. Usam-se actualmente semear em taludes, aquilo que os paisagistas chamam 'bloomers'. São misturas de sementes de plantas anuais com flores vistosassobretudo norte-americanas. A E. californica é apenas uma delas. Nunca tantas exóticas anuais foram putativamente introduzidas de uma vez só. Em geral, acabam por ser dominadas pela vegetação nitrófila espontânea ao fim de uns dois anos, mas já vi muitos sítios em que persistem.

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  7. Tens razão, Paulo. Erro meu. Obrigado.

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