sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Comunidades de paredes ressumantes do SW Alentejano

Nas escarpas litorais com águas ressumantes organiza-se umas das comunidades de plantas mais notávies do SW Alentejano. Recentemente, um grupos de fitossociólogos, encabeçados pelo Prof. Carlos Neto da Fac. Letras da Univ. Cl. de Lisboa, descreveu esta comunidade sob o nome Didymodon spadicei-Adiantetum capilli-veneris (classe Adiantetea).



O Didymodon-Adiantetum capilli-veneris é dominado pelo feto Adiantum capillus-veneris «avenca». Acompanha este feto um leque variado de espécies onde se destacam, entre outras, o Samolus valerandi e o Isolepis setacea(= Scirpus setaceus).


Samolus valerandi (Theophrastaceae). Planta recentemente transferida para a família Theophrastaceae, comum nos solos temporariamente encharcados do litoral centro e sul.
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Isolepis setacea (Cyperaceae). Uma das plantas mais frequentes nas comunidades de solos temporariamente encharcados um pouco por todo o Portugal Continental

Nas comunidades de escarpas ressumantes litorais do SW Alentejano é comum um Plantago coronopus perene, de folhas crassas (gordas) dentadas no ápice que o Prof. João do Amaral Franco designou por P. coronopus subsp. occidentalis. Este táxone é dificilmente sustentável porque são frequentes morfologias intermédias entre ele e as formas continentais de P. coronopus. Vi plantas semelhantes a estas nas arribas litorais da Ilha de S. Miguel.

Ecótipo litoral de Plantago coronopus (Plantaginaceae).
[Fotos C. Aguiar]

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