segunda-feira, 22 de junho de 2009

Rubus brigantinus (Rosaceae)

Outro Rubus endémico descrito por Gonçalo Sampaio: o Rubus brigantinus.
A localidade clássica desta espécie situa-se na aldeia de Montesinho (Concelho de Bragança), daí o restritivo específico.
Caracteres diagnóstico da espécie: plantas de cor vinosa; folhas frequentemente debruadas a cor de vinho; acúleos turionais heterogéneos (de diferente tamanho) com uma base algo engrossada; presença de glândulas pediculadas nos turiões; turiões de indumento variável, por vezes glabrescentes, sem placas de pruina.



Rubus brigantinus (Rosaceae) [fotos C. Aguiar]

5 comentários:

  1. Porque é que existem tantos Rubus no Norte do país? Obrigado

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  2. Existem sempre múltiplas respostas para uma pergunta como a sua.
    A causas maiores são provavelmente as seguintes:
    1) O género Rubus é eminentemente temperado (a maior parte das espécies são temperadas); e.g. nos territórios meso e termomediterrânicos em Portugal existe uma única espécie, o R. ulmifolius;
    2) O norte do país está conectado com o norte da Península (uma área de clima temperado) por vias de migração eficientes (corroboradas por outros grupos de plantas). O NW por uma via de migração litoral e uma outra ao longo das terras altas a norte da Peneda-Gerês. O NE pela Sanábria, Montes de Leão e Cantábricos.
    3) Estas vias de migração conectam o N de Portugal com áreas de refúgio glaciar do género (e.g. orla litoral galega e cantábrica e SW de França)
    4) O N de Portugal foi, provavelmente, uma área de refúgio do género durante as glaciações pleistocénicas. Portanto é possível que estivesse disponível um "stock" de Rubus que pôde especiar durante o Holocénico (é provável que muitos dos nossos Rubus sejam neoendemismos).
    Estou a especular porque não explorei a bibliografia disponível sobre o assunto.

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  3. obrigado pelo esclarecimento.

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  4. Aprende-se sempre muito neste blog!!

    zg

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