Mostrar mensagens com a etiqueta Nomenclatura botânica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Nomenclatura botânica. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O nome Acacia fica na Austrália

Está decidido, a proposta de neotipificação do género Acacia é para ficar. O tipo anterior era africano; o novo tipo passa a ser australiano (Acacia penninervis). O género Acacia é artificial e será pulverizado em 5 géneros. As plantas australianas mantêm-se no género Acacia; os australianos livraram-se do nome Racosperma, bem feio por sinal.  Temos que nos habituar aos novos nomes das Acacia africanas, recombinados nos géneros Vachelia ou Senegal. É assim, manda quem pode, até na botânica.

sábado, 28 de julho de 2012

Fabaceae ou Leguminosae - qual o nome correcto?

Por várias me perguntaram se o nome correcto das leguminosas é Fabaceae ou Leguminosae. E a resposta é ... ambos os nomes são correctos.
Código Internacional de Nomenclatura para Algas, Fungos e Plantas (International Code of Nomenclature for algae, fungi and plants, ICNafp) autoriza o uso de nomes tradicionais familiares em oito famílias de plantas-com-flor, a saber: Compositae (Asteraceae), Cruciferae (Brassicaceae), Gramineae (Poaceae), Guttiferae (Clusiaceae), Labiatae (Lamiaceae), Leguminosae (Fabaceae), Palmae (Arecaceae) e Umbelliferae (Apiaceae). Estes taxa têm, portanto, nomenclatura dupla. Mas, atenção, o nome Leguminosae refere-se, obrigatoriamente, a um conceito alargado de Fabaceae que inclui as subfamílias Caesalpinioideae, Mimosoideae e Faboideae.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Adeus latim. Viva o pdf!

O meu colega e amigo Jorge Capelo fez-me saber que algumas das alterações ao Código Internacional de Nomenclatura Botânica  (ICBN) aprovadas no XVIII Congresso Internacional de Botânica de Melbourne, em 2011, entraram em vigor há dias, a 1 de Janeiro de 2012, antes mesmo da publicação de uma nova edição do  ICBN, a sair do prelo nos meados deste ano.
As principais novidades estão disponíveis, numa tradução em português, aqui.
Além das expectáveis pequenas alterações provenientes da releitura de algum artigo, do desenvolvimento de novas recomendações e de novas adições aos apêndices de Nomina Conservanda (nomes conservados contra as regras do código) e Nomina Rejicienda (nomes rejeitados concordantes com código), o código trás duas grandes novidades, precisamente as entraram em vigor no início do corrente ano.
Desde 1935 que o nome de um novo taxon actual (a regra não era aplicada a plantas fósseis) só era válido se acompanhado de uma diagnose em latim. O uso de inglês em alternativa ao latim passou a ser autorizado. A aceitação do inglês faz sentido porque a obrigatoriedade do latim, na realidade, era um instrumento de dominação das elites botânicas ocidentais educadas na tradição clássica, sobre os botânicos de países de distinto fundo cultural. E, contou-me um dos editores do Código de S. Luís, que as diagnoses em latim persistiam porque os botânicos norte-americanos, como muitas vezes acontece com os países novos, eram os campeões do tradicionalismo.
Menos sentido faz, no meu entender, a permissão da publicação de novos nomes em pdf em e-livros ou e-revistas. A nova redacção do artigo 29 obriga a que os novos nomes sejam publicados em revistas com ISSN e livros com ISBN, ainda assim, parece-me, existe um claro risco de uma proliferação descontrolada de novos nomes. Os taxonomistas, com frequência, já perdem mais de 50% do seu tempo a trabalhar sinonímias. Uma medida proposta para acelerar a o estudo e a descrição da diversidade vegetal pode revelar-se contraproducente.
O Código Internacional de Nomenclatura Botânica também muda de nome: passa a ser designado por Código Internacional de Nomenclatura de Algas, Fungos e Plantas. De facto, a micologia seguiu um caminho independente da botânica e os fungos não são plantas, aliás, evolutivamente, estão mais próximos dos animais do que das plantas.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Centaurea langei (Asteraceae)

Se perguntarem a um botânico, com um mínimo de experiência, quais os grupos de plantas vasculares de taxonomia mais difícil em Portugal é muito provável que o rol inclua os géneros apomíticos Hieracium, Rubus e Taraxacum, algumas plantas de sapal como as Salicornia, às tantas Armeria e, inevitavelmente, Centaurea gr. Centaurea.
Este último grupo de plantas, pertencente à família das asteráceas, foi até há bem pouco tempo designado por Centaurea gr. Paniculata. O género Centaurea foi neotipificado em 2001: a espécie tipo passou a ser a C. paniculata. Por imposição do Código de Nomenclatura Botânica o grupo a que pertence o tipo herda o nome do género, daí Centaurea gr. Centaurea.
As chaves dicotómicas de Centaurea gr. Centaurea publicados na Nova Flora de Portugal não funcionam e o conceito de alguns dos taxa reconhecidos no grupo não é claro. De facto, tanto no campo como em herbário é geralmente impossível distinguir C. langeana de C. micrantha ou de C. melanosticta. A C. lusitanica já parece fazer sentido, assim como a C. coutinhoi, a C. rothmalerana e outras espécies mais.

Finalmente parece que este pântano de espécies e nomes foi posto na ordem. Os botânicos espanhóis J. Devesa e E. López  publicaram uma série de artigos (disponíveis aqui, aqui e aqui) que os interessados neste grupo essencial da flora vascular portuguesa não devem deixar de ler. Pelas mãos destes botânicos uma parte significativa das espécies de C. gr. paniculata foi despromovida à categoria de subespécie no âmbito da C. langei, e.g., a C. coutinhoi que habita as cotas mais altas da Serra de S. Mamede, e a C. exilis uma planta frequente na Beira-Baixa, apelidam-se agora, respectivamente, C. langei subsp. coutinhoi e C. langei subsp. exilis (ver mapa). Faz sentido.


O nome C. langei subsp. langei, por tricas nomenclaturais que não interessa agora explorar, é o nome correcto para as C. gr. paniculata que povoam o NE de Portugal, designadas por C. langeana nas Floras de referência.

Centaurea langei subsp. langei

As versões de C. langei de capítulos mais pequenos, próprias de ambientes ensolarados e secos (C. micrantha), e as plantas de brácteas mais escuras abundantes no NW e em prados mais a NE (C. melanosticta) foram incorporadas no conceito de C. langei subsp. langei.
Os nomes e os conceitos em taxonomia, ao contrário do que muitos pensarão, mudam por que têm de mudar, porque os sistemas taxonómicos têm que se aproximar cada vez mais de algo de real que é exterior a nós: a diversidade vegetal.

domingo, 3 de outubro de 2010

Tuberaria guttata (Cistaceae)

O ano hidrológico foi inaugurado: começou a chover a meio da noite; está a cair a primeira chuva outonal verdadeiramente efectiva.
As plantas anuais que aguardaram sob a forma de semente por esta oportunidade vão iniciar o seu ciclo biológico. Primeiro germinam as sementes e logo a seguir emergem os cotilédones (nas plantas de germinação epígea) ou as primeiras folhas (nas plantas de germinação hipógea). Dentro de 1 semana - 15 dias as clareiras dos matos baixos, os taludes e as margens de caminhas estarão revestidos por um delgado manto verde, constituído por plantas reduzidas a meia dúzia de folhas conectadas por curtos entre-nós. Nesta frágil aparência suportarão, rentes ao solo, as agruras do Inverno que se aproxima.
Quando os dias crescerem, logo no início da Primavera, os meristemas produzirão mais folhas, entre-nós mais longos e, pouco depois, flores. A dita manta verde tomará cores e formas inauditas, para satisfazer a ânsia dos botânicos estiolados pelo defeso invernal.

A Tuberaria guttata é uma das plantas mais frequentes nos nossos prados oligotróficos (de solos pobres) anuais.


A Tuberaria guttata começou por se chamar Cistus guttatus e depois Helianthemum guttatum. O autor da revisão para a Flora Iberica descobriu um nome genérico anterior a Tuberaria, e a planta passou a ser conhecida por Xolantha guttata. Recentemente, o nome genérico Tuberaria foi fixado pelo Código Internacional de Nomenclatura Botânica (ver aqui), através da sua inclusão no anexo de Nomina Generica Conservanda et Rejicienda [nomes conservados e rejeitados], i.e., um anexo que recupera nomes de uso muito frequente incorrectos à luz Código.  A prática da Nomina Conservanda evita uma excessiva instabilidade nomenclatural na designação científica das plantas, que ninguém deseja. Conclusão: o bom e velho nome Tuberaria guttata está de volta.

sábado, 25 de setembro de 2010

Vicia narbonensis (Fabaceae) e Vicia faba (Fabaceae)

Evidências recentes datadas de 10º milénio BP (antes do presente), reunidas por Tanno & Willcox (2006), indiciam que a faveira (Vicia faba) foi domesticada no Crescente Fértil pouco depois do início do Holocénico.
O antepassado da faveira não está identificado. Alguns autores admitem que o ancestral da faveira está extinto; outros propõem que a faveira é um domesticado de V. narbonensis ou de V. galilaea, embora o número de cromossomas não seja coincidente.
As primeiras faveiras produziam sementes pequenas. Os botânicos colocaram estas plantas numa var. minor. A fava graúda que iremos semear dentro de dias, ou que encontramos nos mercados, é um seleccionado recente, talvez obtido por volta do ano 1000 d.C., na última etapa da Idade Média.
O nome Vicia faba foi atribuído por Lineu a plantas de sementes grandes originárias do Egipto. Por essa razão as faveira de sementes graúdas actuais pertencem à var. faba. O nome varietal var. major designa a mesma planta: é um sinónimo de var. faba. Portanto, o trinome Vicia faba var. major não pode ser usado. Enquanto a var. minor tem os seus autores [var. minor (Harz) Beck], a variedade tipo não leva autorias. Esta trica nomenclatural é de cumprimento obrigatório, assim o diz o Código Internacional de Nomenclatura Botânica. Já agora, estas regras não são aplicadas aos taxa subescíficos de Pinus pinaster «pinheiro-bravo» porque ninguém sabe o que é o P. pinaster var. pinaster (pelo menos até a planta ser tipificada; não sei se entretanto já o foi).
Já vi mais de uma vez a atribuição de autorias a taxa subespecíficos que ficam com o tipo nomenclatural, i.e. a nomes do tipo V. faba var. faba. Convém evitar.

Esta curta história da domesticação da V. faba é um pretexto para publicar uma foto de uma planta extraordinária:


A V. narbonensis é tudo menos abundante em Portugal. Vi-a meia dúzia de vezes, uma delas num olival de um colega, como muito vezes acontece com as espécies deste género, aproveitando a sombra da árvore e a pequena ilha de fertilidade que se cria à sua volta.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Stellaria media (Caryophyllaceae)

Mais uma planta comum de norte a sul de Portugal, que germina, cresce e floresce todo o santo ano:


Stellaria media (Caryophyllaceae) «morugem». Planta particularmente abundante como infestante de Outono-Inverno em hortas frescas, de fundo vale, onde chega a recobrir por completo o solo. N.b. cada flor tem apenas 5 pétalas, no entanto, parecem 10 porque estão fendidas quase até à base [Bragança, II-07; foto CA]

Embora seja comestível e conhecida por «morugem, a S. media não é a «morugem» mais apreciada em saladas, pelo menos aqui em Trás-os-Montes. Confuso? Os nomes vulgares têm, frequentemente, este enorme inconveniente: designam mais de uma espécie, têm, portanto, mais de um significado (polissemia): são confusos por natureza! A melhor das «morugens» para consumir em fresco é uma Portulacaceae, como a «beldroega» (Portulaca oleracea), e chama-se Montia fontana (tema para um post um dia destes).
Num país como o nosso, onde, por tradição, no campo ou na cidade, se conhecem mal as plantas, não é presunção usar nomes científicos: é uma necessidade.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Orgulho nacional australiano colado com goma arábica

Racosperma mearnsii (De Wildeman) Pedley (foto: C. Aguiar)

Soube de uma séria polémica internacional envolvendo a nomenclatura científica das acácias através de colegas mais envolvidos na Botânica tropical e que julgo não se importarem que divulgue esta estória. O Carlos também me incitou a escrever esta nota sobre o assunto.

Vejamos. Existe evidência taxonómica de o género Acacia Mill. ser, afinal, constituído por cinco entidades genéricas distintas, cada uma delas merecendo a categoria de género autónomo. Nestes casos, o Código Internacional de Nomenclatura Botânica (CINB) prevê que quatro novos nomes deverão ser publicados para os géneros resultantes da divisão do anterior, sendo obrigatoriamente retido o nome do género dividido para um dos resultantes . O nome do género ora dividido é - por maioria de razão - retido por aquele que inclui a espécie que é o tipo nomenclatural do género. Assim, neste caso, Acacia Mill. seria o nome legítimo do género que inclui Acacia nilotica (*): o tipo nomenclatural de Acacia Mill antes da divisão. É uma espécie africana e do sub-continente indiano e de onde se extrai a goma arábica.

Expectavelmente, as espécies africanas (e uma europeia: Acacia radianna, de Gibraltar) continuariam a pertencer a este género, agora incluindo menos espécies do que antes, mas sem alteração nomenclatural. Outros nomes - seriam aplicáveis aos outros quatro novos géneros. Em particular, às acácias ou 'watlles' australianas aplicar-se-ia o nome genérico Racosperma Mart., proposto já por Karl Martius em 1835.

Acontece que um grupo de botânicos australianos quer sonegar o nome Acacia Mill. para a sua terra natal, para ser aplicado estritamente às acácias australianas. Para tal, socorreram-se habilidosamente de dois artigos do CINB que possibilitam a rejeição do tipo nomenclatural em vigor (A. nilotica) e eleição de um novo tipo (um neotipo) ... desta feita australiano. Tal possibilidade está prevista no Código, para quando o exemplar-tipo se perdeu, desapareceu, não é, ou é ambiguamente indicado sendo impossível de determinar com certeza de entre o material original do autor que descreve o táxone. (Ou ainda, como é o caso de Acacia Mill, ser escolhido a posteriori por outro autor consistentemente com a descrição e desejavelmente entre o material original do autor que publicou o nome - chama-se neste caso um lectotipo). Ou por fim, outra razão que o o CINB prevê para escolher um neotipo é se se considera que manter o antigo traduz alguma séria inadequação taxonómica- o que é obviamente subjectivo e sempre discutível. E os australianos fizeram-no: publicaram uma rejeição do lectotipo legítimo de Acacia Mill.: A. nilotica, que tinha sido designado pelos americanos N. L. Britton et A. Brown em 1913 e elegeram como neotipo uma acácia australiana - apropriando-se assim com o nome antigo Acacia apenas para si e para a Austrália e corrompendo em absoluto o conceito original do género Acacia. Isto é, relegando as acácias africanas para outros géneros. A proposta australiana, a ser seguida, implicará a transferência de género - e mudança de nome - de todas as acácias africanas. O motivo principal evocado para este golpe de bastidores pouco leal, foi o argumento de que a Austrália tem a maioria das espécies (são de facto muitas centenas). Imediatamente se levantou um coro de protestos internacional liderado pela África do Sul e a meu ver com toda a razão.

Prefigura-se actualmente uma votação no próximo Congresso Mundial de Botânica, motivada por este caso, para tentar emendar os artigos do código e liminarmente rejeitar esta neo-tipificação. O motivo principal é que tal precedente perfigura uma Caixa de Pandora nomenclatural, pois a partir de agora qualquer argumento servirá para rejeitar tipos e alterar quase a bel-prazer nomes cujo conceitos demoraram muito tempo a estabilizar e à custa de muito sangue suor e lágrimas de várias gerações de botânicos.

Claro é que o CINB em vigor deve ser sempre respeitado, mas sob pena de voltarmos ao caos nomenclatural pré-lineano. E como todas as leis, têm o seu espírito e a sua letra, esta leitura australiana é um claro abuso dificilmente tolerado. Em suma, a pretensão dos australianos até pode ser válida de acordo com o CINB, mas que é profundamente desleal, é.

Como nota de rodapé e prevendo um mais limitado coro de protestos desta vez em Portugal - entre os profissionais da floresta -pelo incómodo causado e porque resistimos sempre ás mudanças - espero mesmo assim, que caia em saco rôto a proposta australiana. Assim e como são todas australianas, passemos a chamar ás nossas terríveis acácias invasoras o nome de devem ter: Racosperma Mart. (Racosperma dealbata, R. melanoxylon, R. saligna, R. longifolia & etc.). Se fazem favor.

(*) Parece ainda que o nome correcto desta acacia até é Acacia scorpioides (L.) Wight. Mas é um sinónimo homotípico (tem o mesmo tipo) de A. nilotica, pelo que é, de facto , indiferente para a discussão do caso.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Tipo nomenclatural de Hydrangea paniculata Sieb. (Hydrangeaceae)


Billhete postal novecentista do Parque Siebold em Nagasaqui, Japão (fonte: Wikipedia commons).



Tipo nomenclatural de Hydrangea paniculata Sieb. (Foto: J. Capelo, 2009)


É sempre uma ocasião especial ser-nos dado observar um tipo nomenclatural. Relembro que se trata de um exemplar de herbário ao qual está associado indelevelmente o nome científico de uma planta. Quaisquer que sejam as reviravoltas na classificação e nomenclatura - mudanças de género, fusões, divisões (de espécies), mudanças de categoria, combinações, substituição de nomes - o tipo está lá, sempre associado ao nome original (chama-se basiónimo, por isso) e vai viajando ao sabor das tentativas de estabilização nomenclatural e de obtenção de um modelo taxonómico coerente - ora entre parêntesis, ora fora, ora relegado para sinónimo. Não é o caso desta 'hortênsia', que - por enquanto - foi descrita e ficou como tal desde então.

Este fotografei-o numa exposição dedicada a Philipp Franz von Siebold (1796-1866), médico e naturalista alemão ao serviço do governo holandês que descreveu esta espécie de hortênsia- Hydrangea paniculata - e aliás, muita da flora e fauna do Japão: país onde viveu vários anos. (Descreveu a salamandra-gigante japonesa, por exemplo).

Está também ligado a certos exemplares de herbário, a história de quem os colheu. Por ter tido acesso a mapas cedidos pelo astrónomo-chefe do Império e cartografado uma parte do Norte do Japão, P. F. Siebold foi acusado de alta traição pelos japoneses. Ofereceu-se para nunca mais deixar o país e por honradez, assim nunca revelar os segredos de estado. Os japoneses apreciaram de tal modo o gesto, que ele e a sua colecção foram autorizados a deixar o Japão a bordo do famoso navio Batavia e regressar à Holanda.

Como de costume, está ligado aqui o artigo da wikipedia relativo à biografia deste botânico.

Veja aqui um site com variedades hortícolas de hortênsias 'paniculata'