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segunda-feira, 14 de outubro de 2024
Calendula suffruticosa Vahl (Compositae = Asteraceae, Asterales)
Calendula suffruticosa Vahl (Compositae = Asteraceae, Asterales), in Coimbra, planta culta in Horto Botanico, 29TNE4950, alt. ca. 75 m, 11.X.2024.
sexta-feira, 1 de setembro de 2017
Centaurea sphaerocephala L. ssp. polyacantha (Willd.) Dostál (Compositae = Asteraceae)
Encontrámos e fotografámos esta bela
composta ruderal na BL: Figueira da Foz: Buarcos, na orla marítima, 29TNE0946,
alt. ca. 5 a 10 m, em 29.VII.2017.
Trata-se
de um endemismo exclusivamente ibero-marroquino (http://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameId=135365&PTRefFk=7000000;
Greuter, W. (2006+): Compositae (pro parte majore). –
In: Greuter, W. & Raab-Straube, E. von (ed.): Compositae. Euro+Med
Plantbase - the information resource for Euro-Mediterranean plant diversity.)
Agradecimentos
a M.ª Gabriela, M.ª João & Ana B. Pereira pela excelente excursão.
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terça-feira, 7 de outubro de 2014
Thymelaea hirsuta (L.) Endl. (Thymelaeaceae)
A planta, um pequeno arbusto ou subarbusto verde com folhas e flores minutas, foi fotografada na costa da Sicília ocidental (na província de Trapani), muito perto do Mediterrâneo, em 12.IX.2013.
Agradecemos ao ilustre anónimo pelo excelente comentário identificativo!
Thymelaea hirsuta (L.) Endl., Gen. Pl. Suppl. 4: 65. 1848 = Passerina hirsuta L. (basion.) = Daphne hirsuta (L.) Samp., um endemismo mediterrânico também existente em Portugal, próprio de areias marítimas, por vezes algo nitrificadas, embora muito raro ou mesmo provavelmente extinto em Portugal (http://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameCache=Thymelaea%20hirsuta ; http://www.flora-on.pt/#/1Thymelaea+hirsuta), parece-nos ser, sem dúvida, uma óptima sugestão!
Gonçalo Sampaio cita a sua Daphne hirsuta para os "Areais marítimos perto do rio Guadiana", indicando a sua floração para os meses de Junho e Julho (Sampaio, Flora Portuguesa, 1947: 175).
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Drimia maritima (L.) Stearn (Asparagaceae)
Postamos
aqui hoje a belíssima Drimia maritima (L.) Stearn, Ann. Mus. Goulandris 4: 204. 1978
= Scilla maritima L. (basion.)
que se encontra actualmente em floração.
As fotos apresentadas
são de 4.VIII.2014, em Coimbra: CW calc.: Eiras; a foto dos bolbos com folhas
verdes é bastante mais antiga (data e local incertos, possivelmente no Barrocal algarvio, ca. 2002); e o arranjo floral incluindo inflorescências de Drimia maritima é de
13.IX.2013, na catedral de Palermo.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Estranha companhia
Não é todos os dias que vemos uma coisa destas...

[Foto: Miguel Porto, Costa Vicentina]
À direita, quase passando despercebida entre os seixos, Pinguicula lusitanica, uma planta carnívora de taludes com escorrência permanente (ou quase) de água doce, outras vezes turfeiras de esfagno, por vezes já nas montanhas.
Parece que vivem a escalas diferentes. Impressiona-me a facilidade que esta planta (P. lusitanica) tem de ocupar habitats aparentemente tão diversos aos nossos olhos... mas talvez, à sua (micro-)escala de percepção do mundo, aqueles poucos centímetros, sejam afinal muito parecidos.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Apiáceas litorais: Daucus carota subsp. halophilus
Um endemismo da Costa Vicentina e do Barlavento Algarvio, o Daucus carota subsp. halophilus:
Esta apiácia pode ser localizada, sem grande esforço, nas escarpas litorais, geralmente em ressaltos húmidos e protegidos do sol.
A subsp. halophilus é bem distinta das restantes (quatro) subespécies de Daucus carota presentes em Portugal continental. Não sei que chegue de Daucus para ter uma opinião informada, mas o estatuto de espécie fazia sentido nesta planta.
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Comunidades de paredes ressumantes do SW Alentejano
Nas escarpas litorais com águas ressumantes organiza-se umas das comunidades de plantas mais notávies do SW Alentejano. Recentemente, um grupos de fitossociólogos, encabeçados pelo Prof. Carlos Neto da Fac. Letras da Univ. Cl. de Lisboa, descreveu esta comunidade sob o nome Didymodon spadicei-Adiantetum capilli-veneris (classe Adiantetea).
O Didymodon-Adiantetum capilli-veneris é dominado pelo feto Adiantum capillus-veneris «avenca». Acompanha este feto um leque variado de espécies onde se destacam, entre outras, o Samolus valerandi e o Isolepis setacea(= Scirpus setaceus).
Samolus valerandi (Theophrastaceae). Planta recentemente transferida para a família Theophrastaceae, comum nos solos temporariamente encharcados do litoral centro e sul.
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Isolepis setacea (Cyperaceae). Uma das plantas mais frequentes nas comunidades de solos temporariamente encharcados um pouco por todo o Portugal Continental
Nas comunidades de escarpas ressumantes litorais do SW Alentejano é comum um Plantago coronopus perene, de folhas crassas (gordas) dentadas no ápice que o Prof. João do Amaral Franco designou por P. coronopus subsp. occidentalis. Este táxone é dificilmente sustentável porque são frequentes morfologias intermédias entre ele e as formas continentais de P. coronopus. Vi plantas semelhantes a estas nas arribas litorais da Ilha de S. Miguel.
Ecótipo litoral de Plantago coronopus (Plantaginaceae).
[Fotos C. Aguiar]
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Apiáceas litorais: Distichoselinum tenuifolium e Cachrys libanotis
Raramente tenho oportunidade de explorar a flora e a vegetação litorais na Primavera porque vivo a 200 km do mar. Chegam o Verão, as férias e a praia ... e a maior parte das plantas do litoral já floriu e frutificou. Não vejo Armeria, Thymus, Stauracanthus ou Linaria anuais em flor. Em contrapartida, colho e fotografo bons "cadáveres" de apiáceas. Sobra-me esta consolação porque para identificar apiáceas (= umbelíferas) são necessários frutos maduros de preferência colhidos em indivíduos senescentes (a grande maioria das umbelíferas portuguesas é anual ou se perene renova anualmente a parte aérea na Primavera).
Aqui vão duas curiosas e infrequentes umbelíferas litorais:
Distichoselinum tenuifolium. O género Distichoselinum é endémico da Península Ibérica e monoespecífico (detem uma única espécie). O D. tenuifolium distribui-se desde a Comunidade Valenciana (Espanha) até ao Algarve. Fotografei esta planta nas arribas sobranceiras à praia do Burgau (Algarve).
Cachrys libanotis. Esta espécie dunar tem uma área de distribuição mais lata (W da Região Mediterrânica) embora em Portugal se restrinja ao Algarve e à costa do SW. Sem grande esforço podem-na encontrar nas dunas secundárias de algumas das praias mais famosas da Costa Vicentina.
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