quinta-feira, 12 de setembro de 2024
Capsella Bursa-pastoris (L.) Medikus (Cruciferae) - II
quarta-feira, 11 de setembro de 2024
sábado, 22 de junho de 2024
Alyssum serpyllifolium Desf. = Odontarrhena serpyllifolia (Desf.) Jord. & Fourr. (Cruciferae)
quarta-feira, 7 de junho de 2023
Albânia, pr. Korça, 11.VI.2017, vegetação serpentinícola, de rochas ultra-básicas
quarta-feira, 22 de abril de 2020
Diplotaxis muralis (L.) DC. (Cruciferae = Brassicaceae)
domingo, 26 de fevereiro de 2017
Teesdalia nudicaulis (L.) W.T. Aiton (Brassicaceae)
Há muito tempo que não era aqui postada uma crucífera, por isso aqui fica
a tâo comum e pequena Teesdalia nudicaulis (L.) W.T.Aiton, Hort. Kew., ed. 2 [W.T. Aiton] 2: 83. 1812
[Dec 1812] = Iberis nudicaulis
L. Sp. Pl. 2: 650. 1753 [1 May 1753] (http://www.ipni.org/ipni/idPlantNameSearch.do?id=1059969-2)
(Brassicaceae = Cruciferae), um endemismo de floração precoce, que parece ser
exclusivamente europeu. madeirense e marroquino (http://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameCache=Teesdalia%20nudicaulis&PTRefFk=7200000;
http://euromed.luomus.fi/euromed_map.php?taxon=292808&size=medium)
Esta curiosa planta foi fotografada hoje, 26.II.2017, em Aigra Nova (BL: Góis), 29TNE7241, alt. ca. 600 m, em local xistoso.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Arabis stenocarpa Boiss. & Reut. (Brassicaceae)
O belo endemismo ibérico Arabis stenocarpa Boiss. & Reut., Diagn. Pl. Nov. Hisp. 4. 1842 [Mar 1842] (http://www.ipni.org/ipni/simplePlantNameSearch.do?find_wholeName=arabis+stenocarpa&output_format=normal&query_type=by_query&back_page=query_ipni.html)
fotografado nos arredores da Guarda, pr. Serra da Estrela, alt. ca. 800 m, 27.IV.2009, em talude junto a bosques de Holco mollis-Quercetum pyrenaicae (classe Querco-Fagetea).
Esta planta poderá encontrar-se em orlas florestais da classe Trifolio-Geranietea.
Também é visível Saxifraga granulata L. (Saxifragaceae), com as suas pequenas flores brancas.
A última foto parece de uma planta-fantasma, mas como hoje é 1 de Novembro...
domingo, 1 de janeiro de 2012
Arabis beirana (Cruciferae)

Pedindo desculpa pela modesta qualidade da foto, mas tentando mesmo assim iniciar bem o novo ano 2012, com votos de paz, prosperidade e saúde para todos os leitores e camaradas blogueiros, deixamos aqui uma crucífera rara, endémica exclusiva da Península Ibérica: Arabis beirana P. Silveira, Paiva & N. Marcos in Bot. J. Linn. Soc. 135(3): 299 (2001).
Mais algumas informações interessantes acerca desta planta:
«Type Information
Collector(s): P. Silveira 2050
Locality: Beira Litoral, Pampilhosa da Serra, Colmeal, between Quinta de Belide and Decabelos, 940m
Collection Date: 1998-6-18
Type Location:
holotype COI
isotype AVE
isotype MA
Original Data:
Distribution: Portugal.», provenientes daqui:
http://www.ipni.org/ipni/idPlantNameSearch.do?id=1020076-1
Na foto, proveniente de S, Pedro do Açor, alt. c. 1340 m, é possível observar mais algumas espécies como por ex. Pterospartum tridentatum (Leguminosae) -a carqueja-, Sedum sediforme (Crassulaceae), Jurinea humilis e Solidago virgaurea (Compositae).
terça-feira, 12 de abril de 2011
Alyssum minutum (Brassicaceae)
Este Alyssum anual faz parte de um grupo alargado de vegetais neutrófilos que povoa as rochas básicas nordestinas, e que por ali fica, não avançando mais para sul, país adentro (o A. minutum está citado para a Beira Alta mas não faço ideia para onde). Conforme se pode confirmar na foto, tem os frutos (silículas) glabros, ao contrário dos demais congéneres presentes no território Português.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Sinapis arvensis (Brassicaceae)
«A linha de água está pouco perturbada e as encostas sobranceiras revestidas por abundantes azinhais climácicos. A planta deve ser rara!», pensei então. Entusiasmado, corri para o herbário; segui as chaves das Floras e observei ao pormenor os meus exemplares herbário de brassicáceas com frutos compridos (silíquas). O resultado era sempre o mesmo. «Não pode ser! O sítio é perfeito para plantas invulgares!». Recusei-me a aceitar. Enviei uma foto a um amigo botânico; o veredicto foi rápido e claro: Sinapis arvensis, a mais do que frequente mostarda-dos-campos. Que desilusão! Não tinha, afinal, encontrado uma espécie nova para Trás-os-Montes, e muito menos para Portugal.
Este relato pequenino pouco interesse tem; não chega sequer para um blogue descomprometido de divulgação botânica. Porém estimula a imaginação, oferece uma razão para recuperar, ainda brevemente, uma das especulações preferidas da comunidade fitossociológica: na paisagem pristina, há mais de 5000 anos, qual era o habitat das espécies que hoje preenchem os nossos campos e matos? Por outras palavras: Onde estavas tu, planta daninha, arbusto enfadonho, antes do Neolítico?
Estas dúvidas não têm uma resposta simples e objectiva. Vai-se especulando, vai-se cambiando de ideias com novas observações, com pequenas epifanias. Cada planta é um caso, e um caso por natureza insolúvel.
De qualquer modo, a dita Sinapis arvensis (Brassicaceae), o Pinus pinaster (Pinaceae) «pinheiro-bravo» e o Cistus ladanifer (Cistaceae) «esteva» numa escapa, a Erica australis (Ericaceae) «urze-vermelha» encavalitada numa crista quartzítica, a Spergula arvensis (Caryophyllaceae) que germina às primeiras chuvas num mato recentemente ardido ou o Cynodon dactylon (Poaceae) «grama» a perfurar um exíguo mouchão de areias acumulado nas margens de um rio de montanha, estas e muitas outras plantas, fazem-me suspeitar da sua raridade, ou, pelo menos, infrequência nas paisagens pristinas.
O Neolítico, a agricultura, alterou a ordem das coisas: o que era raro volveu abundante e o comum incomum. Com muitas excepções, suponho.
A conservação da natureza, como muito bem dava a entender o Luís Moreira num comentário a este post, está impregnada pelos modelos de paisagem das sociedades orgânicas tradicionais, que sobreviviam, mal, muito mal, a malhar nos ecossistemas naturais, numa luta diária para recuperar ou colher o átomo de azoto e de fósforo e com ele fazer a seara e a horta, e compensar à justa a enorme despesa energética dos corpos retorcidos pela enxada e pela gadanha.
Este referencial em cima do qual raciocinamos a conservação da natureza, no fundo, esta ideologia, não parece lá muito lógica.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Mais uma planta não identificada (Brassicaceae)
Trazemos hoje aqui uma crucífera não identificada, fotografada no Jardim Botânico de Berlim já há vários anos. Não sabemos se será uma planta particularmente comum, mas parece-nos dar-se bem em sítios frescos e sombrios, apresentando uns curiosos bulbilhos globosos anegrados, algo semelhantes às amoras das silvas.
Pode ser que algum dos ilustres leitores deste blog nos possa esclarecer acerca da identidade desta crucífera...
A Fagus sylvatica L. (Fagaceae) e a Hedera helix L. (Araliaceae) também são bem visíveis nestas duas fotos, e, possivelmente, ainda outras espécies umbrófilas.
domingo, 25 de abril de 2010
Flora do lameiro do Poulão III: Bellis perennis, Moenchia erecta, Lepidium heterophyllum, Ranunculus peltatus
segunda-feira, 29 de março de 2010
Eruca vesicaria & Sinapis alba subsp. mairei (Brassicaceae)
A Eruca vesicaria «rúcula-selvagem» é apreciada pelo menos desde a Roma Clássica, e muito citada pelos gourmets de plantas não cultivadas.
No passado extraía-se um óleo da rúcula-selvagem, usado como condimento em substituição da mostarda. Actualmente, colhem-se as suas folhas, de preferência antes da floração, para consumo em fresco em saladas. O mesmo destino pode ser dado às flores e aos botões florais. A rúcula tem um sabor picante inconfundível devido à presença de um glucosinolato sulfurado - o ácido erúcico - cuja toxicidade não é consensual entre os especialistas. Pelo sim e pelo não mais vale consumir folhas de variedades melhoradas com baixos teores de ácido erúcico, que podem ser cultivadas com sucesso em qualquer horta urbana ou rural. Em alternativa, é fácil encontrar rúcula empacotada nos supermercados, vindas sabe-se lá de onde, e a que preço!
sábado, 20 de março de 2010
Arabis sadina (Brassicaceae)

Animado pelos gentis comentários, deixo ainda aqui outra pérola da flora de Portugal: Arabis sadina (Samp.) Cout. = Arabis muralis var. sadina Samp. (basiónimo), mais uma vez fotografada no excepcional Cabeço da Fórnea (concelho de Porto de Mós, no PNSAC e CW calc.). Planta perene, rizomatosa e unicaule, trata-se de um endemismo português de floração precoce, que se pode encontrar nas seguintes províncias: BAl, BL, E, R, de acordo com o ilustre botânico S. Talavera in Flora iberica (IV: 153, 1993), que se pode consultar aqui.
Segundo as fontes fitossociológicas habituais (já citadas em vários outros posts recentes), este precioso endemismo surge no seio da aliança Calendulo lusitanicae-Antirrhinion linkiani, da ordem Phagnalo saxatilis-Rumicetalia indurati, pertencente à classe Phagnalo-Rumicetea indurati, de comunidades rupícolas casmo-comofíticas de plantas anãs e perenes.
Como é normal nas Crucíferas, as flores desta pequena planta possuem 6 estames e 4 pétalas, bem visíveis.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
É tempo de crucíferas
Generalizações são perigosas, especialmente se forem empíricas como esta que vou fazer. Mesmo assim arriscaria dizer que a família das crucíferas parece ter uma certa tendência para florescer muito cedo - em meados de Fevereiro já muitas espécies podem ser vistas em flor. Algumas até no Outono já estão em pleno (ver aqui). Eis quatro dessas crucíferas "temporãs", todas encontradas no mesmo habitat - uma cascalheira calcária.
[fotos: MPorto]
Hesperis laciniata, em particular, acho fantástica, exuberância suprema, além de bastante rara. Apenas a conheço nos "melhores calcários" aqui do centro sul. Planta perene de grande tamanho, flores grandes, um tanto ou quanto semelhante aos goivos de jardim (Matthiola spp.). Simplesmente espectacular, muito estranho é ver tamanha exuberância e delicadeza debaixo deste frio invernal.
Hornungia petraea, pelo contrário, prima pela sua minuscularidade. Um habitante efémero de rochas com uma fina camada de solo, onde, após o término das chuvas, apenas conseguem subsistir plantas suculentas (fam. Crassulaceae) e musgos tolerantes à desidratação (poiquilohídricos), já que estas camadas finíssimas de solo não retêm a água mais do que poucas horas se expostas ao sol em tempo seco; qualquer ocupante desprevenido seria desidratado tout de suite. Não sei se a H. petraea é rara, talvez seja provavelmente mais comum do que se pensa, e por ser tão discreta e efémera, passa despercebida.
Semelhante comportamento têm as restantes duas, plantas em geral muito pequenas que colonizam pequenos nichos efémeros. E como estas há todo um grupo de crucíferas anuais miniatura a florescer nesta época... não esquecer Teesdalia spp., Cardamine spp., Jonopsidium acaule, entre outras...
Mas nem só de crucíferas vive o homem, com isto ficou a apetecer mostrar mais um pouco das maravilhas em miniatura que se podem ver nesta época! Plantas das quais só nos apercebemos da existência quando estamos a vinte centímetros de distância!
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Diplotaxis catholica (Brassicaceae) e Spergula arvensis (Caryophyllaceae)
sábado, 13 de junho de 2009
Alliaria petiolata (Brassicaceae)
sábado, 6 de junho de 2009
Alyssum serpillifolium subsp. lusitanicum (Brassicaceae) II

sexta-feira, 5 de junho de 2009
Alyssum serpyllifolium subsp. lusitanicum (Brassicaceae) I





Hesperis laciniata
Hornungia petraea
Arabidopsis thaliana
Thlaspi perfoliatum