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sábado, 14 de maio de 2022
Omphalodes nitida (Willdenow) Hoffmannsegg & Link (Boraginaceae)
Omphalodes nitida (Willdenow) Hoffmannsegg & Link = Cynoglossum nitidum Willdenow (Boraginaceae), um endemismo ibérico (https://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameCache=Omphalodes%20nitida&PTRefFk=7100000), fotografado em Coimbra (BL), alt. 100 m, 14.V.2022.
sexta-feira, 3 de julho de 2020
Digitalis purpurea Linnaeus (Plantaginaceae)
Digitalis purpurea Linnaeus "dedaleira" (Plantaginaceae, ex Scrophulariaceae), fotografada na Serra de Montemuro: TM: Lamego: "Ponte de Reconcos", perto do rio Balsemão, na margem da EN 2, 29TNF9442, alt. ca. 870 m, 18.VI.2020, acompanhada por numerosas outras espécies, entre as quais: Paradisea lusitanica (Asparagaceae), Echium lusitanicum, Lithodora prostrata e Omphalodes nitida (Boraginaceae), Campanula lusitanica e Jasione montana (Campanulaceae), Cistus psilosepalus, Halimium lasianthum subsp. alyssoides e Tuberaria guttata (Cistaceae), Carex sp. pl. (Cyperaceae), Achillea Millefolium, Andryala integrifolia, Anthemis arvensis, Cirsium palustre, Crepis capillaris, Hispidella hispanica, Senecio sylvaticus, etc. (Compositae), Erica arborea (Ericaceae), Quercus pyrenaica (Fagaceae), Arrhenatherum elatius ssp. bulbosum, Celtica gigantea, Holcus lanatus, Trisetaria ovata, etc. (Gramineae), Luzula sp. e Juncus sp. pl. (Juncaceae), Lavandula pedunculata, Prunella grandiflora, Teucrium Scorodonia (Labiatae), Cytisus multiflorus e C. striatus, Lotus corniculatus ssp. carpetanus e L. pedunculatus, Trifolium arvense, T. dubium, T. pratense, T. repens, etc. (Leguminosae), Dactylorhiza caramulensis (Orchidaceae), Anarrhinum bellidifolium, Linaria triornithophora, Plantago Coronopus, P. lanceolata e Veronica arvensis (Plantaginaceae), Aquilegia dichroa, Caltha palustris e Ranunculus bulbosus (Ranunculaceae)...
quinta-feira, 21 de junho de 2018
Anchusa undulata L. (Boraginaceae)
Fotografámos a belíssima Anchusa undulata L. (Boraginaceae) no AAl: Sousel, na margem da Estrada Nacional 245, em 31.V.2018.
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
Heliotropium supinum L. (Boraginaceae)
Este
heliotrópio: Heliotropium supinum L. (Boraginaceae), de vasta distribuição na Região Mediterrânica (http://euromed.luomus.fi/euromed_map.php?taxon=436112&size=medium), pode encontrar-se em Portugal sobretudo no Centro e Sul, nos «leitos secos de
linhas de água, sobre solos arenosos sub-húmidos, por vezes algo salubres ou
nitrificados» (http://flora-on.pt/#/1Heliotropium+supinum).
Nós fotografámo-lo hoje, no leito seco do Rio dos Mouros, entre Condeixa e
Penela, 29TNE4535, alt. ca. 140 m, em pleno CW. calc. (BL).
Agradecemos aos amigos M.G. Pereira, M.J. Pereira
& J. Marques pela excelente companhia nesta pequena excursão botânica.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Cephalanthera longifolia (L.) Fritsch (Orchidaceae)
Vamos hoje aqui postar uma orquídea muito bela e pouco comum em Lu:
Cephalanthera longifolia (L.) Fritsch, Oesterr. Bot. Z. 38: 81. 1888
= Serapias helleborine var. longifolia L. (Orchidaceae),
uma orquídea de vasta distribuição eurasiática e norte-africana, actualmente talvez já extinta na Holanda
Fotografámo-la
recentemente (2.V.2014) em TM:
Tabuaço: Granja do Tedo, pr. Ronção, no talude da margem da estrada para
Goujoim, num local fresco com castanheiros (Fagaceae), Omphalodes nitida (Boraginaceae), Doronicum
plantagineum (Compositae), Euphorbia dulcis (Euphorbiaceae), Linaria triornithophora (Plantaginaceae), Rubia peregrina (Rubiaceae), e
muitas outras plantas, 29TPF1647, alt. ca. 470 m acima do nível do mar.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Linaria vulgaris (Plantaginaceae) e mais alguns bichos (Insecta)





O post de hoje, como o nome indica, é sobre a belíssima Linaria vulgaris Mill., Gard. Dict., ed. 8: no. 1. 1768 [16 Apr 1768]
= Antirrhinum linaria L., Sp. Pl.: 616. 1753 ("Habitat in Europae ruderatis.")
= Linaria linaria (L.) H. Karst., Deut. Fl. (Karsten) 947. 1882 [Nov 1882] ; Wettst. in Engl. & Prantl, Naturl. Pflanzenfam. iv.3b (1891) 59
= Linaria vulgaris lutea, flore majore Bauh., pin.: 212
vol. 2 - Caroli Linnaei ... Species plantarum - Biodiversity Heritage Library
Esta excelente planta perene, superornamental, pertencente à nobilíssima tribu das Antirrhineae (http://bibdigital.rjb.csic.es/spa/RJBvistapag.php?pag=../Imagenes/F(46AND)VAL_Fl_And_Occid_2/VAL_Fl_And_Occid_2_507.pdf), constitui, ao que supomos, a espécie-tipo do género Linaria Mill., e encontra-se naturalizada em todos os estados dos Estados Unidos da América!
PLANTS Profile for Linaria vulgaris (butter and eggs) | USDA PLANTS,
sendo espontânea em grande parte da Eurásia, frequentemente como planta ruderal
Linaria vulgaris information from NPGS/GRIN
Linaria vulgaris in Flora of China @ efloras.org
Image/JPEG: Scrophulariaceae
Linaria vulgaris - Wikipedia, the free encyclopedia
Infelizmente, não se encontra espontânea em Portugal, embora viva em quase todos os países da Europa (http://euromed.luomus.fi/euromed_map.php?taxon=308396&size=medium).
É vernacularmente conhecida por "linária", "linária vulgar", "butter and eggs", "common toadflax", "osyride", "pajarita", "pajaritas", "yellow toadflax" e muitos outros nomes
PLANTS Profile for Linaria vulgaris (butter and eggs) | USDA PLANTS
The Euro+Med Plantbase Project
(Marhold, K. (2011): Scrophulariaceae. – In: Euro+Med Plantbase - the information resource for Euro-Mediterranean plant diversity).
Estas fotos -as da linária (nas quais é possível também vislumbrar um Rubus (Rosaceae) exibindo as saborosas amoras)- são de origem francesa, mais concretamente da Normandia
Longues-sur-Mer - Wikipédia;
As borboletas e a mosca, contudo, são bem portuguesas!
Como acompanhamento animal, vamos deixar aqui uma mosca (Diptera) e duas borboletas (Lepidoptera), uma das quais sobre Myosotis sp. (Boraginaceae), para os ilustres peritos entomólogos que visitam este blog identificarem, se assim lhes aprouver!
(Ficam desde já os nossos sinceros agradecimentos!)
Como sugestão musical deixamos esta maravilha, da autoria de G. Gershwin, Wilson, Bennett, "Nothing but Love"
Brian Wilson Reimagines Gershwin - Wikipedia, the free encyclopedia,
interpretada pelo grande Brian Wilson:
Brian Wilson - Nothing But Love - YouTube
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terça-feira, 23 de agosto de 2011
Echium salmanticum, E. lusitanicum e E. rosulatum (Boraginaceae)
Além da Scrophularia grandiflora do post anterior ocorrem em Portugal continental (Lu) outras plantas ruderais de distribuição restrita. Uma delas é o Echium salmanticum, um endemismo Ibérico relativamente comum na falda leste da Serra da Estrela e na Cova da Beira (não tenho a certeza mas parece-me ser o Echium que colonizou os separadores da A25 junto à Guarda).
Durante anos, antes da publicação da Flora Iberica, confundi-o com outro endemismo ibérico, o E. lusitanicum: as duas espécies distinguem-se não sem esforço através da estrutura do pêlos do cálice; os estames são ainda mais excertos (salientes para fora da corola) no E. salmanticum do que no E. lusitanicum. O E. lusitanicum é frequente nas montanhas do NW, por exemplo nos taludes e lameiros por todo o Barroso.
Já agora, uma pequena nota sobre o E. rosulatum. O E. rosulatum subsp. rosulatum é um dos taxa indígenas de Echium mais frequentes em Lu, talvez o mais fácil de observar logo a seguir ao E. plantagineum.
Não sei onde tenho as minhas fotos de uma outra subespécie de E. rosulatum, do E. rosulatum subsp. davaei, um endemismo ornitocoprófilo (de habitats enriquecidos com excrementos de aves) das Berlengas. Se visitarem estas ilhas na Primavera, mal saiam do barco, deparar-se-ão com as inflorescências da Armeria berlenguensis (Plumbaginaceae) que pontuam de rosa as escarpas, os caminhos e até os muros do forte. Ultrapassadas as escarpas hão-de reparar que as encostas sobranceiras ao bares estão pejadas de E. rosulatum subsp. davaei, que é aí uma planta quase tão abundante como a gaivota-argêntea (Larus argentatus).
Que género mais interessante este! Ainda não há muito tempo escrevi um post com fotos dos três Echium endémicos do Arquipélago da Madeira (ver aqui).
Echium salmanticum
Echium lusitanicum
Já agora, uma pequena nota sobre o E. rosulatum. O E. rosulatum subsp. rosulatum é um dos taxa indígenas de Echium mais frequentes em Lu, talvez o mais fácil de observar logo a seguir ao E. plantagineum.
Echium rosulatum subsp. rosulatum
Que género mais interessante este! Ainda não há muito tempo escrevi um post com fotos dos três Echium endémicos do Arquipélago da Madeira (ver aqui).
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
O espectacular Echium boissieri
Não consigo dizer muitas palavras - que alguém mais audaz avance para falar sobre esta planta. É uma planta simplesmente fantástica que temos o privilégio de ter em Portugal, e que estranhamente não se fala muito, apesar de, na minha opinião, estar em perigo. Aqui ficam algumas fotos, umas de uma população que o Marco Jacinto encontrou há uns anos na região de Ourém, outras de uma população mais clássica perto de Beja.
É estranhamente mais raro em Portugal do que seria de supor pela sua ecologia - vive facilmente em pousios e margens de caminhos. Como se vê nas fotos, um "vulgar" relvado perene (o "tal" habitat conhecido pelas múltiplas orquídeas que acolhe) serve-lhe perfeitamente.
Não sei ao certo quantas populações são conhecidas em Portugal, mas devem ser bastante poucas, e, pelo que vejo, sempre pequenas. Pelo que se vê no campo, parece ser uma planta que passa até 3 anos em roseta até, por fim, terminar a sua vida emitindo uma gigantesca inflorescência onde investe toda a sua energia. Uma inflorescência monumental, como um Agave.
Perdoem a figura humana, mas para servir de escala tem de ser:
Temo por esta planta. É de facto rara no nosso país (talvez não tanto em Espanha), e estas duas populações, pelo menos, podem não ter muito futuro. A de Beja em particular está a passar um mau bocado, empurrada para os taludes da estrada e margens de caminhos pelos girassóis que vegetam sob coberto do olival que já não é o que era. A de Ourém é um campo abandonado onde se instalou um relvado perene, e vê-se que a população está óptima, tem inúmeras plantas jovens, seedlings e adultos. Mas quem sabe o futuro deste relvado encaixado no meio de vinhas...
A espécie na verdade não tem problemas em regenerar. O problema é mesmo este ciclo de vida demasiado longo, impossível de sincronizar com a periodicidade tipicamente anual das actividades humanas.
Não deixa de ser uma estratégia estranha no contexto florístico que temos, que lembra, um bocadinho, as adaptações às ilhas.
É estranhamente mais raro em Portugal do que seria de supor pela sua ecologia - vive facilmente em pousios e margens de caminhos. Como se vê nas fotos, um "vulgar" relvado perene (o "tal" habitat conhecido pelas múltiplas orquídeas que acolhe) serve-lhe perfeitamente.
Não sei ao certo quantas populações são conhecidas em Portugal, mas devem ser bastante poucas, e, pelo que vejo, sempre pequenas. Pelo que se vê no campo, parece ser uma planta que passa até 3 anos em roseta até, por fim, terminar a sua vida emitindo uma gigantesca inflorescência onde investe toda a sua energia. Uma inflorescência monumental, como um Agave.
Perdoem a figura humana, mas para servir de escala tem de ser:
Temo por esta planta. É de facto rara no nosso país (talvez não tanto em Espanha), e estas duas populações, pelo menos, podem não ter muito futuro. A de Beja em particular está a passar um mau bocado, empurrada para os taludes da estrada e margens de caminhos pelos girassóis que vegetam sob coberto do olival que já não é o que era. A de Ourém é um campo abandonado onde se instalou um relvado perene, e vê-se que a população está óptima, tem inúmeras plantas jovens, seedlings e adultos. Mas quem sabe o futuro deste relvado encaixado no meio de vinhas...
A espécie na verdade não tem problemas em regenerar. O problema é mesmo este ciclo de vida demasiado longo, impossível de sincronizar com a periodicidade tipicamente anual das actividades humanas.
Não deixa de ser uma estratégia estranha no contexto florístico que temos, que lembra, um bocadinho, as adaptações às ilhas.
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domingo, 16 de janeiro de 2011
Echium portosanctense (Boraginaceae)
No meu último post (aqui) referi ao de leve que o género Echium especiou intensamente nas ilhas macaronésicas, excepto no arquipélago dos Açores.
Estão descritos dois Echium endémicos na ilha da Madeira:
o Echium nervosum nos andares de vegetação basais e o ...
... Echium candicans lá em cima, na montanha.
Boas notícias! Acabou de ser descrito um novo Echium endémico, desta feita na Ilha de Porto Santo (ver aqui).
Aqui está ele:
[fotos C. Aguiar]
Estão descritos dois Echium endémicos na ilha da Madeira:
o Echium nervosum nos andares de vegetação basais e o ...
... Echium candicans lá em cima, na montanha.
Boas notícias! Acabou de ser descrito um novo Echium endémico, desta feita na Ilha de Porto Santo (ver aqui).
Aqui está ele:
Echium portosanctense.
[fotos C. Aguiar]
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terça-feira, 29 de junho de 2010
Omphalodes nitida (Boraginaceae)
Ainda aqui não tinha aparecido esta simpática Boraginácea: Omphalodes nitida Hoffmanns. & Link, Fl. Portug. 1: 194, t. 25. 1811, que se pode encontrar habitualmente em orlas de bosques em sítios sombrios e frescos da ordem Origanetalia vulgaris Th. Müll. 1962, pertencente à classe TRIFOLIO MEDII-GERANIETEA SANGUINEI Th. Müll. 1962, cujo nome correcto é Trifolio-Geranietea Th. Müll. 1962, de acordo com SYNSYSTÈME DE LA FRANCE.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Myosotis personii (Boraginaceae)
Este Myosotis é bem fácil de identificar no campo. É a única espécie peninsular que combina flores amarelas com a presença de umas pequenas folhas modificadas na inflorescência (brácteas).
Quem já tentou identificar plantas do género sabe que os Myosotis são uma "dor de cabeça". Felizmente, a Flora Iberica disponibilizou um tratamento, com muitas novidades, destas pequenas boragináceas em http://www.floraiberica.es/floraiberica/texto/borradores/vol_XI/11_138_21_Myosotis.pdf.

Quem já tentou identificar plantas do género sabe que os Myosotis são uma "dor de cabeça". Felizmente, a Flora Iberica disponibilizou um tratamento, com muitas novidades, destas pequenas boragináceas em http://www.floraiberica.es/floraiberica/texto/borradores/vol_XI/11_138_21_Myosotis.pdf.

Myosotis personii (Boraginaceae) [foto C.Aguiar]
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